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BH tem bairros com alta de até 66% na taxa de condomínio; veja onde valor aumentou

07/11/2026 às 08h36
Bairro Jardim Atlântico (Loft/Divulgação)

O valor médio do condomínio de imóveis anunciados à venda em Belo Horizonte subiu até 66,2% em um ano. A maior alta foi registrada no bairro Mantiqueira, onde a taxa passou de R$ 187 para R$ 311. Jardim Guanabara e Santa Mônica aparecem na sequência, com aumentos de 40,1% e 38,8%, respectivamente.

Os dados são de um levantamento da Loft, que comparou anúncios de imóveis entre janeiro e outubro de 2026 com o mesmo período de 2025.

Belvedere tem o condomínio mais caro de BH

Enquanto alguns bairros registraram aumentos expressivos nas taxas de condomínio, outros já concentram os valores médios mais altos da capital. É o caso do Belvedere, que lidera o ranking da Loft, com média de R$ 2.666 por mês. Funcionários e Lourdes aparecem na sequência, com R$ 1.224 e R$ 1.181, respectivamente.

O levantamento também mostra quais são os 15 bairros com as maiores taxas médias de condomínio entre os imóveis anunciados à venda em Belo Horizonte.

Veja os bairros onde o condomínio mais aumentou em BH

Mantiqueira aparece na primeira posição, com alta de 66,2%. A taxa média passou de R$ 187, em 2025, para R$ 311 neste ano. Jardim Guanabara ocupa o segundo lugar, com aumento de 40,1%, enquanto Santa Mônica aparece em terceiro, com alta de 38,8%.

Confira a lista de bairros com os maiores aumentos nas taxas médias de condomínio em Belo Horizonte:

BairroCondomínio médio em 2025Condomínio médio em 2026Aumento
MantiqueiraR$ 187R$ 31166,2%
Jardim GuanabaraR$ 266R$ 37240,1%
Santa MônicaR$ 146R$ 20338,8%
Santa BrancaR$ 182R$ 24836%
SerranoR$ 254R$ 34335,3%
Jardim AtlânticoR$ 216R$ 29235%
Rio BrancoR$ 158R$ 21133,2%
Cidade JardimR$ 611R$ 77426,6%

Condomínios sobem em 88% dos bairros

A taxa média de condomínio dos imóveis anunciados à venda em Belo Horizonte subiu 6,5% entre janeiro e outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Dos 97 bairros analisados pela Loft, 88% tiveram aumento nos valores.

Na análise das maiores altas, a empresa também levou em conta o valor do condomínio por metro quadrado. O critério ajuda a identificar aumentos que não sejam explicados apenas por diferenças no perfil dos imóveis anunciados em cada período.

Como foi feito o levantamento

A pesquisa da Loft foi feita com base em 76 mil anúncios de apartamentos e casas à venda em portais imobiliários. O levantamento compara janeiro a outubro de 2026 com os mesmos meses de 2025.

Para o ranking de maiores aumentos, foram considerados bairros com pelo menos 2 mil anúncios em cada período e alta de, no mínimo, 24,7% na taxa média de condomínio. Também foi necessário que o valor por metro quadrado tivesse aumentado.

Os valores são os informados nos anúncios e podem ser diferentes dos efetivamente cobrados pelos condomínios. Os dados não foram corrigidos pela inflação.

Laís Marques

Jornalista formada pela PUC Minas. Acumula passagens anteriores pela equipe de jornalismo da Rede 98 e assessorias de comunicação da PMMG e da UEMG

Laís Marques

Repórter do BHAZ

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