Um prédio no Centro de Belo Horizonte ganha uma homenagem à canção “Vida”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, assinada pelo líder indígena, ambientalista e escritor Ailton Krenak. Será a primeira vez que Krenak assina uma pintura no Festival CURA.
A obra ocupa a empena de um edifício no entorno da Praça Raul Soares e traz, em letras azuis, o verso: “O rio passava seus peixes / No fundo do meu quintal”. A arte faz parte da edição de 2026 do Festival CURA, realizado até domingo (30), que transforma fachadas de prédios da capital em grandes murais de arte urbana.
Reconhecido internacionalmente pela defesa dos direitos dos povos originários e da preservação da natureza, Krenak também entrou para a história como o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL). No festival, ele assina as empenas do Edifício Pignataro, na Avenida Augusto de Lima, e do Edifício Florença, na Rua Guaranis.
CURA
Criado em Belo Horizonte, em 2017, o CURA é um movimento brasileiro de arte pública idealizado por mulheres. Além do festival de empenas, o projeto atua como uma plataforma cultural que promove ações no encontro entre arte, cidade e sociedade, com o objetivo de democratizar o acesso à produção artística.
Ao longo de nove anos, o Instituto CURA consolidou uma trajetória de intervenções urbanas que articulam artistas, comunidades e parceiros institucionais em projetos que unem arte, formação e engajamento social, contribuindo para a construção de novas narrativas para os espaços públicos.
Visitas guiadas pelo Edifício JK
O CURA terá sua ultima edição esse ano tendo a Praça Raul Soares como palco da programação principal. Para marcar a despedida do local, onde o festival é realizado desde 2021, o CURA preparou uma atividade em um dos pontos mais emblemáticos da praça: o Edifício JK.
Entre os dias 27 e 30 de agosto, a programação da edição de 2026 do festival vai realizar visitas guiadas pelo ícone da arquitetura moderna projetado por Oscar Niemeyer, na década de 1950. Em parceria com o Viva JK, o intuito é levar o público para um dos pontos mais altos da região central da capital, de onde é possível observar diferentes obras do CURA.
A atividade é gratuita e não exige inscrição prévia. As senhas serão distribuídas por ordem de chegada, 30 minutos antes do início de cada sessão.
A programação faz parte da última edição do CURA na Praça Raul Soares. Com o tema “Descansar Enquanto”, o festival acontece de 19 a 30 de agosto e encerra o ciclo de intervenções na praça, que, ao longo de quase uma década, se consolidou como um dos principais espaços de arte pública a céu aberto do país.








