TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Alunos do Colégio Tiradentes inalam gás lacrimogêneo e são socorridos em BH

09/08/2022 às 09h19 - Atualizado em 10/08/2022 às 10h50
colégio tiradentes
Militares ainda desconhecem a origem da substância (CBMMG/Divulgação)

Os bombeiros se mobilizam para atender estudantes do Colégio Tiradentes, na rua dos Pampas, no bairro Prado, região Oeste de BH, que entraram em contato com gás lacrimogêneo nesta terça-feira (9).

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h50 desta manhã. Cerca de 30 estudantes estão sendo atendidos por socorristas dos bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Segundo os militares, a substância atingiu adolescentes entre 14 e 17 anos. Alguns jovens estavam em aula e outros no pátio do colégio, que fica em um complexo militar com área de treinamento.

A situação foi controlada por volta das 9h50. Quatro jovens foram socorridos e encaminhados à UPA pelos bombeiros, ao passo que a PM e transeuntes prestaram ajuda a outros estudantes afetados. A Polícia Militar apura as circunstâncias do ocorrido.

Corpo de Bombeiros, Samu e PM atuam no local (CBMMG/Divulgação)

PM se manifesta

Após o ocorrido, a major Layla Brunella, porta-voz da PM em Minas, confirmou que o gás lacrimogêneo que atingiu os jovens estava sendo usado em um treinamento para a formação de soldados no complexo. Ela afirmou que esse é um procedimento rotineiro e destacou que ninguém ficou gravemente ferido.

“Todo o gás utilizado fica retido dentro de barracas. Durante esse treinamento, com as entradas e saídas dessa barraca de gás, houve a dispersão de parte do agente químico. Por questão de vento, mesmo, de virada, essa nuvem se dispersa e vem parte dela para a quadra do colégio Tiradentes no momento em que havia a ‘chamada’ dos alunos”, diz.

De acordo com a major, tais agentes químicos causam dificuldade respiratória, além de ardência na garganta e outras sensações “temporárias”. Já que os alunos não estão acostumados, ficaram assustados com os sintomas e a escola prontamente acionou o socorro.

Suspensão de munições químicas

Após o ocorrido, a PM suspendeu o uso de munições químicas durante treinamentos na Academia em Belo Horizonte.

“O coronel Eugênio, comandante da escola, instaurou um inquérito para verificar se houve alguma falha nessa execução, se o protocolo que está sendo seguido durante todos esses anos precisa ser revisto em algum ponto”, afirmou a major Layla em coletiva de imprensa, horas depois do fato.

Inquéritos reavaliam protocolo

Além de suspender o uso das substâncias, os militares abriram dois inquéritos sobre o ocorrido. O primeiro é técnico e averigua procedimentos operacionais, como a falha nos equipamentos utilizados. Já o segundo, policial-militar, investiga se a responsabilidade foi do instrutor que ministrava o treinamento.

A suspensão do uso de munições químicas possibilita a revisão do protocolo de treinamentos. Além disso, haverá uma reavaliação para determinar se o ponto de treinamento ou o próprio colégio precisam ser realocados.

Nicole Vasques

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

Nicole Vasques

Email: [email protected]

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ