A arquiteta Thamires Lorena de Souza, de 32 anos, denuncia que não consegue recuperar uma mala esquecida no porta-malas de um carro de aplicativo na última terça-feira (16). Segundo ela, a bagagem continha itens destinados ao marido, que estava internado em um hospital no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Apesar das diversas tentativas de contato com a plataforma Uber e com o motorista responsável pela corrida, a arquiteta afirma que ainda não conseguiu localizar nem reaver os pertences, avaliados em cerca de R$ 3 mil.
Em entrevista ao BHAZ, a arquiteta contou que solicitou a corrida por aplicativo por volta das 7h30. Ela estava acompanhada de uma amiga e seguia do bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, para o Hospital Biocor, no Vila da Serra. “Eu estava com a cabeça muito cheia. Até porque pegamos muito trânsito e demoramos a chegar. Quando descemos do carro, me dei conta de que a mala tinha ficado lá”, relatou.
Após perceber que havia esquecido a mala no veículo, Thamires iniciou uma série de tentativas para recuperar os pertences. Na bolsa, havia objetos eletrônicos, como Kindle, fone de ouvido, roupas e itens de higiene pessoal. “Havia objetos de valor na mala e ainda precisei comprar algumas coisas urgentes, porque meu marido estava precisando. Então, teve esse outro fator”, contou.
Segundo ela, foram feitas diversas ligações para o motorista ao longo da manhã, além de contatos com o suporte da plataforma. “Tentei ligar durante a manhã inteira, mas ele não me atendia. Já o suporte alegou que eu teria que aguardar até 24 horas para receber um retorno, e até agora nada. Cheguei a abrir diferentes chamados e também registrei uma reclamação no Reclame Aqui. Outro problema é que a Uber não oferece um canal direto de atendimento ao cliente”, afirmou.

Motorista alegou que a mala não estava com ele
Na tentativa de localizar o motorista, Thamires afirma que buscou informações por meio da placa do veículo utilizado na corrida. No entanto, descobriu que a documentação do carro ainda estava vinculada ao antigo proprietário.
“Era do antigo proprietário. Ele vendeu o carro para uma concessionária e, por isso, o documento ainda estava em processo de transferência. Chegamos a entrar em contato com a loja, mas, por questões relacionadas à proteção de dados, eles não puderam fornecer outro contato”, relatou.
Conforme Thamires, os funcionários da loja tentaram ajudar e ligaram para o homem. “Os atendentes me disseram que o motorista alegou que a mala não estava com ele e pediu que não passassem o contato dele para mim. Mas, é óbvio que a mala ficou lá no carro”, disse.
Diante da falta de respostas e sem conseguir recuperar os pertences, a arquiteta afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência para formalizar o caso. “Não sei mais o que fazer. O condutor tinha que ter pelo menos me respondido pelo aplicativo da Uber. E a plataforma segue com ele cadastrado normalmente, fazendo corridas, enquanto eu continuo totalmente no prejuízo”, desabafou.
O BHAZ procurou a Uber, e aguarda retorno.










