Ruan Nilton da Luz, acusado de matar uma adolescente e um jovem durante as celebrações da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022, foi assassinado, na manhã desta quarta-feira (10), na região do Barreiro, em Belo Horizonte.
O crime aconteceu quando Ruan estava no Centro de Referência em Saúde Mental Barreiro (Cersam). Por determinação judicial, o homem precisava fazer acompanhamento psicológico no local enquanto responde o processo em regime domiciliar.
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Segundo testemunhas, o homem estava dentro da unidade para tratamento e pediu para ir à entrada para fumar. Quando estava na porta do Centro, ele foi atacado pelo garupa de uma moto que estava estacionada em frente ao Cersam.
De acordo com a Guarda Municipal, Ruan tentou correr para dentro da unidade novamente e o foi seguido pelo atirador. Enquanto isso, o piloto ficou aguardando na moto. O criminoso teria feito mais de 10 disparos contra a vítima.
O crime aconteceu por volta das 09h, pouco depois de Ruan chegar na unidade acompanhado pela esposa.
Motivação e autoria serão investigadas
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, em nota, que investiga a autoria, motivação e as circunstâncias do homicídio. “A perícia técnica esteve no local do crime para realizar a coleta de vestígios que irão subsidiar a investigação”, explicou a PCMG.
O corpo da vítima, um homem de 39 anos, foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, onde será submetido a exames necroscópicos.
Segundo a PCMG, até o momento, nenhum suspeito foi preso. A investigação está a cargo da 2ª Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios/Barreiro.
Crime nas Eleições
Ruan Nilton da Luz foi acusado de matar Pedro Henrique Dias, de 28 anos, e Luana Rafaela Oliveira Barcelos, no dia 30 de outubro de 2022, logo após o anúncio da vitória de Lula. O crime aconteceu no bairro Nova Cintra, na região Oeste. Outras três pessoas ficaram feridas.
Na época, testemunhas contaram que os disparos foram feitos contra pessoas que participavam de uma celebração pelo resultado eleitoral. Segundo a investigação, Ruan foi visto gritando palavras de apoio ao então presidente Jair Bolsonaro e questionando a vitória do político concorrente.
Ruan está em prisão domiciliar desde março de 2024, fazendo acompanhamento psiquiátrico. Ele não usava tornozeleira eletrônica, por determinação judicial, mas só podia sair de casa com autorização da Justiça e para tratamento de saúde.
A Justiça começou as audiências do processo dele em junho deste ano.











