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Mais velha que Belo Horizonte, bica d’água do Sagrada Família completa 126 anos

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A famosa bica d'água do Sagrada Família, considerada "milagrosa" pelos moradores, faz aniversário nesta sexta-feira (Jefferson Lorentz/BHAZ)

A esquina da avenida Petrolina com a rua Abílio Machado, no bairro Sagrada Família, região Leste de Belo Horizonte, esconde um patrimônio natural que há 126 anos atrai milhares de pessoas de diferentes regiões da cidade. A famosa bica d’água, considerada “milagrosa” pelos moradores, faz aniversário nesta sexta-feira (8), dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

Toda semana, o comerciante Rogério Braga, de 56 anos, aparece por lá, religiosamente, e leva para casa dois galões de 20 litros cheios. Ao BHAZ, ele diz que o local faz parte da família dele há mais de 80 anos e que é com aquela água que jorra da bica que ele se hidrata, se alimenta, faz café, lava as roupas e até o cabelo desde que nasceu.

“Minha avó, Rita Alves de Jesus, que começou essa tradição. Daí ela levou a minha mãe, que casou e foi morar em um barracão ali na rua João Carlos e fazia tudo com a água da bica. A gente foi mantendo isso, mas dos meus irmãos, fui o único que fiquei no bairro, então o que mais ficou conhecido ali”, diz ele.

Prefeitura realiza obra no local

Atualmente, a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) realiza uma obra de revitalização geral da bica d’água para melhorar a captação. À reportagem, o executivo municipal informou que a obra teve início em 30 de novembro e deve ser finalizada nas próximas semanas.

A prefeitura informou que realiza a coleta e faz testes na água sob demanda da população.

Para Rogério, porém, não restam dúvidas de que mal aquela água não faz. Segundo ele, muitas pessoas, principalmente idosas, vem de outras cidades só para se abastecer com o líquido “milagroso” que sai da bica do Sagrada Família.

+Conheça outros ‘causos’ da bica do Sagrada Família+

“Tinha uma senhora que eu estava conversando que disse que foi curada com aquela água. Ela tava com várias infecções no estômago e agora vem de longe justamente porque a água fez bem para ela. Eu, inclusive, estou aqui caminhando enquanto converso com você e estou arrependido de não ter trazido minha água”, disse ele.

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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