Consumidores de BH devem gastar mais de R$ 500 em roupas e eletrodomésticos na Black Friday

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A pesquisa revelou que o belo-horizontino deve comprar dois produtos e está disposto a pagar cerca de R$ 286,99 por cada um (Amanda Dias/BHAZ)

Os consumidores de Belo Horizonte já estão preparando o bolso para a Black Friday, data comercial celebrada na última sexta-feira de novembro e que caiu no gosto dos brasileiros por prometer descontos bastante atrativos. Neste ano, a expectativa é de que os moradores da capital aproveitem esse período para renovar os eletrodomésticos e o guarda-roupas, segundo pesquisa feita pela CDL/BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte).

De acordo com a entidade, os eletrodomésticos representam 45,1% das intenções de compra, enquanto o vestuário está em segundo lugar, com 30,1%. Os terceiros colocados são os cosméticos e perfumes, com 20,4% de intenções de compra, seguidos por calçados (16,8%) e smartphones (15,1%).

A pesquisa ainda revelou que o belo-horizontino deve comprar dois produtos e está disposto a pagar cerca de R$ 286,99 por cada um, o que resulta em um investimento médio de R$ 573,99. O estudo, realizado em outubro, ouviu 300 moradores da capital.

Impactos positivos para os lojistas

A pesquisa da CDL/BH também ouviu 298 comerciantes da cidade. Mais de 70% deles disseram já ter aderido à Black Friday e 68% acreditam que, neste ano, a data será mais rentável que a do ano passado.

“Tradicionalmente o cliente espera pela Black Friday para adquirir um produto de maior valor agregado. Como passamos por um momento de recuperação da economia, ainda que de forma discreta, esse tíquete médio irá impactar positivamente no caixa do lojista”, disse o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Cuidado com fraudes

Segundo a entidade, o consumidor espera um desconto médio de 41,2%. Para o dirigente, neste ano o consumidor está monitorando mais os preços, o que diminui as chances de acabar caindo em fraudes.

“Infelizmente sabemos que ainda existem comerciantes que aumentam o preço de um produto dias antes e na Black Friday oferecem o desconto que, na prática, não existe. Isso vai totalmente contra a ética. O cliente de Black Friday está monitorando os preços, ele está ciente se os descontos são reais ou não”, frisa Marcelo.

Edição: Giovanna Fávero
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog.

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