Sem perspectiva de voltar a funcionar normalmente e receber clientes por conta das medidas de contenção do novo coronavírus em BH, sócios do Bolão, tradicional bar localizado no Santa Tereza, região Leste da cidade, temem que o local feche as portas após 59 anos de funcionamento.
O modelo de delivery adotado pelo bar não foi o suficiente para garantir receitas e o faturamento caiu cerca 80%, dando início a afastamento de funcionários e até demissões.
“É uma realidade não só do Bolão, mas de tantos outros bares na cidade. Sem ajuda ou perspectiva, em um ou dois meses, se continuarmos assim, não vai ter como se manter”, afirma um dos proprietários do bar, Luiz Cláudio Rocha, o Claudinho.
Dos mais de 50 funcionários do local, 22 estão suspensos e três foram demitidos. No entanto, o dono garante que o funcionamento não será interrompido, por enquanto, para a tranquilidade dos frequentadores do local. “De fato mesmo, não estamos para fechar no momento, mas é uma realidade próxima. Apesar de tudo, ainda estamos conseguindo nos manter, mas esse modelo de delivery não nos atende”, diz
Claudinho reclama ainda dos novos protocolos da prefeitura que, segundo ele, não resolvem os problemas dos bares. “Esse negócio de uma pessoa por mesa, com cinco metros de distância não dá certo. É impossível. O prefeito tem que entender que nós temos responsabilidade. Claro que a saúde tem que vir em primeiro lugar, mas já estamos há 140 dias fechados, é difícil. Os meses vão passando e a realidade vai mudando, precisamos de uma solução”, ressalta.
Bolão
O Bolão de Santa Tereza, está localizado na praça do bairro Santa Tereza, na região Leste de BH, desde 1961. É um dos mais conhecidos e tradicionais bares da cidade, por seus famosos pratos: o “Macarrão do Bolão”, o “Rochedão” e a feijoada tradicional aos sábados. Além disso, o local é frequentado por artistas de vários estilos, desde o Clube da Esquina aos integrantes das consagradas bandas Skank e Sepultura.








