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Candidata ao Miss Brasil Kids, garotinha de Sabará exalta a beleza black: ‘Princesas podiam arrumar o cabelo igual o meu’

08/07/2022 às 17h38
miss minas kids
A pequena Duda se tornou a representante de Minas Gerais nos concursos nacionais Miss Brasil Kids e Miss de Las Américas (Daniela Paz/Divulgação)

Ser uma princesa com direito a coroa, vestidos de gala e cerimônias glamourosas costuma ser o sonho de boa parte das crianças. Com apenas 4 anos, uma garotinha mineira está prestes a alcançar esse objetivo e, para isso, conta com uma rede de solidariedade que vem se formando nas redes sociais.

A pequena Duda, que mora em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, se tornou a representante de Minas Gerais nos concursos nacionais Miss Brasil Kids e Miss de Las Américas. Ao BHAZ, a mãe dela, Adriana Barbosa, disse que a conquista veio como uma forma de exaltar a beleza negra e empoderar a filha.

“A Duda já era ‘blogueirinha’, inseri ela no universo da internet por uma questão de representatividade. Não via ninguém como ela nas redes. Mas uma dia, assistindo um desenho, ela me disse: ‘Mamãe, eu quero ser aquela princesa!’. Eu então falei que iria comprar um vestido e ela respondeu: ‘Não, mamãe, não tem como porque o meu cabelo não é caído'”, relembra.

Foi no universo miss que Adriana encontrou uma forma de concretizar o sonho da filha. Seu objetivo, em um primeiro momento, era mostrar para Duda que princesas podem e devem usar black power. “Comecei a procurar referências e realmente não encontrei uma princesinha de black. Então pensei em transformá-la nessa princesa para que, assim, ela seja referência pra outras”, conta a mãe.

Duda foi eleita Miss Minas Gerais Kids (Ana Junqueira/Divulgação)

‘As princesas podiam arrumar o cabelo igual o meu’

O primeiro concurso de miss que Duda participou foi um sucesso. Na inscrição, a família precisou enviar vídeos da garotinha desfilando, além de fotos dela posando das mais variadas formas. Semanas depois, a tão sonhada faixa chegou em Sabará.

“Como a gente não tinha condições, fiz tudo amador. Não imaginava que ela seria selecionada. Quando veio a notícia que, das candidatas de Minas, ela foi a que mais se destacou, foi uma alegria só”, relembra a mãe, emocionada.

Quando a participação da pequena no concurso foi divulgada, muitas pessoas disseram que ela não tinha o “perfil” adequado para entrar nesse universo, conforme conta a mãe. Duda, por sua vez, “calou a boca” de cada um dos críticos enquanto criava o seu próprio conto de fadas.

“Um dia, vendo outra princesa, ela me disse: ‘Mamãe, essa princesa podia arrumar o cabelo igual o meu pra ela ficar bonita igual a mim’. Ali entendi que a minha missão estava sendo cumprida. Ela não queria mais uma referência, ela se tornou a referência”, comemora.

Desde cedo, a pequena ama posar para fotos (Daniela Paz/Divulgação)

Como ajudar?

Para participar das etapas dos concursos nacionais, a família precisou arcar com ensaios fotográficos profissionais, além de todos figurinos e apetrechos usados por Duda. Para o Miss de Las Américas, a família vai precisar viajar para Curitiba, em março do ano que vem, quando a final acontecerá.

“Vamos precisar ficar lá, temos que levar o vestido, sapato, maquiagem, cabelo, coroa e isso tudo demanda gastos altos. Mas estamos vivendo, lutando, procurando patrocínio e ajuda para, quem sabe, trazer esse título nacional para Minas”, comenta Adriana.

Quem quiser contribuir com o sonho de Duda, basta enviar qualquer contribuição financeira para a chave PIX: [email protected]. Além disso, a mãe também procura por alguma instituição de ensino que tenha interesse em auxiliar nos estudos da pequena, que já adora aprender.

“Quando não tem dever de casa, ela fica triste, a Duda ama estudar. E para a carreira de miss ela precisa ter um bom estudo, precisa sabe oratória, falar outras línguas. Por isso, procuro alguma instituição que queira dar oportunidade pra ela”, pede a mãe.

Editado por: Roberth R Costa

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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Email: [email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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