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Carnaval de BH deve reunir 5 milhões de pessoas e gerar mais de 9 mil empregos, estima Belotur

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Coletiva da Belotur
Dados e projeções para a folia foram apresentados hoje (Sofia Leão/BHAZ)

O Carnaval de 2023 está cada vez mais perto, e a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) já se prepara para receber o que se tornou uma das maiores festas do Brasil nos últimos anos. A Belotur publicou, nesta terça-feira (6), o edital de patrocínio com novo modelo para atrair patrocinadores para a atração.

Depois de dois anos sem Carnaval, a previsão é de que 5 milhões de pessoas participem da folia em BH, cerca de 550 mil a mais do que em 2020. A Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte também já fez o cadastramento dos blocos de rua, com 479 blocos e 523 desfiles inscritos.

Uma das artistas interessadas em se apresentar no Carnaval de BH, inclusive, é Daniela Mercury, ícone do Carnaval de Salvador.

As informações foram repassadas em coletiva de imprensa nesta manhã, pelo presidente da Belotur, Gilberto Castro; o secretário municipal de Segurança e Prevenção, Genilson Ribeiro; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Adriano Faria; e a diretora de eventos da Belotur, Marah Costa.

Coletiva da Belotur
Dados e projeções para a folia foram apresentados hoje (Sofia Leão/BHAZ)

Geração de emprego

A PBH também abriu, ontem (5), o credenciamento para ambulantes interessados em comercializar bebidas e adereços carnavalescos durante o período da festa, que vai do dia 4 a 26 de fevereiro. A previsão é que cerca de 15 mil profissionais se cadastrem. Veja mais detalhes sobre o credenciamento aqui.

Além dos 15 mil ambulantes, a Belotur ainda estima que o Carnaval de BH gere 9,2 mil empregos diretos e indiretos, e a projeção de movimentação econômica é de R$ 623 milhões, sendo R$ 320 milhões só no setor de alimentos e bebidas.

Edital de patrocínio

Para o Carnaval de 2023, o patrocínio das marcas vai funcionar de maneira diferente: “nos últimos anos, a gente tinha uma cota única, que totalizava por volta de R$ 20 milhões. Depois de termos dois editais fracassados, entendemos essa mudança do mercado”, explica Gilberto Castro.

Para o novo edital, o modelo de patrocínio conta com cinco chancelas, totalizando 18 cotas, para que mais de uma empresa possa investir na atração:

  • Apresenta: uma cota disponível, no valor mínimo de R$ 10 milhões;
  • Patrocínio master: uma cota disponível, no valor mínimo de R$ 5 milhões;
  • Patrocínio: duas cotas disponíveis, no valor mínimo de R$ 500 mil cada;
  • Colaboração: dez cotas disponíveis, no valor mínimo de R$ 250 mil cada.

“Esse dinheiro [investido pelas empresas] é usado 100% no Carnaval, seja nas estruturas, nos banheiros, nas grades, palcos, sons, luz, gerador enfim… Ou nos editais de blocos de rua, das escolas de samba, dos blocos caricatos, a estrutura da Afonso Pena…”, explica o presidente da Belotur.

As empresas que patrocinarem o Carnaval de BH contarão com compensações como acesso ao mailing e credenciamento dos 15 mil ambulantes, com distribuição de coletes, bonés, etc; acesso ao georreferenciamento dos blocos e serviços; uso da cor da marca na decoração e sinalização de rua; mídia em ônibus e online; ativações de marca ao redor da cidade; entre outras.

O novo edital de patrocínio, com todos os detalhes, está disponível aqui.

Segurança

O secretário municipal de Segurança e Prevenção, Genilson Ribeiro, também falou sobre o planejamento para a segurança durante o Carnaval de 2023. A PBH organiza uma gestão integrada, com cerca de 30 órgãos públicos trabalhando em conjunto.

O COP-BH (Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte) também vai monitorar o evento em tempo real, além de fazer o acompanhamento georreferenciado dos blocos e serviços da cidade.

“Temos hoje um efetivo de 2050 guardas e outros 150 em formação. Além disso, as 3160 câmeras que já existem vão estar acrescidas por um número que vai ser definido por um chamamento público que fizemos. Também tem essa parceria e integração com a Polícia Militar que dá um somatório de esforços”, disse.

Genilson Ribeiro também contou que foi procurado por países que buscam enviar turistas para o Carnaval de BH.

“Pensamos em lançar um efetivo, que já está treinado, bilíngue, para atender o turista. Temos 10 guardas e uma retaguarda com professores que falam três, quatro línguas, que dariam essa atenção especial aos turistas que chegam. A ideia é fazer que essa cidade cada vez mais feliz se sinta mais protegida”, completou.

Sofia Leão

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.

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