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Carro de visitante, estacionado no prédio desde morte de capitã da PM, é retirado após perícia em BH

29/07/2026 às 09h59 - Atualizado em 29/07/2026 às 10h03
Carro que estava estacionado no prédio onde capitã da PM morava foi liberado em segunda perícia da Polícia Civil
Carro de visitante estava no interior do prédio onde capitã da PM morava (Foto: Reprodução)

Um carro que permanecia estacionado na garagem do prédio onde moravam a capitã da PM Michele Leão Azevedo, de 41 anos, e o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37, foi retirado do local nessa terça-feira (29), após ser periciado pela Polícia Civil. O veículo estava em uma vaga de visitante desde o dia da morte da militar, registrada em 20 de julho, no bairro Santa Cruz, na região Nordeste de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Civil, o automóvel passou por exames durante uma nova etapa da perícia realizada no apartamento do casal. O veículo deixou o condomínio antes do encerramento dos trabalhos, conduzido pelo proprietário, que deverá prestar depoimento durante a investigação.

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A delegada Ana Paula Rodrigues informou que o carro permaneceu no prédio da capitã da PM desde o dia da festa realizada no apartamento e que a retirada ocorreu somente após a conclusão dos procedimentos periciais. Ela também destacou que, apesar de não ter encontrado elementos relacionados ao crime dentro do automóvel, o dono continua sob investigação. “Há informações de que esse homem, o proprietário do carro, foi um dos últimos a sair do apartamento”, revelou.

Ainda de acordo com ela, testemunhas seguem sendo ouvidas e todos os envolvidos serão interrogados para esclarecer as circunstâncias do caso.

Polícia já realizou duas perícias em prédio onde capitã da PM morava

Essa foi a segunda perícia realizada no imóvel desde a morte da capitã da Polícia Militar. Os trabalhos duraram cerca de duas horas e ficaram concentrados, principalmente, nos quartos do apartamento. O advogado do sargento Eduardo Abner acompanhou a ação, mas não concedeu entrevista.

Michele Leão foi levada já sem vida ao Hospital Odilon Behrens na noite de 20 de julho, uma segunda-feira. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o sargento aparece carregando a militar aparentemente desacordada, leva a vítima até o carro e sai em direção ao hospital.

Inicialmente, Eduardo afirmou que os dois haviam consumido bebida alcoólica e ecstasy durante uma festa no apartamento e que Michele teria caído da escada. No entanto, profissionais do hospital suspeitaram que os ferimentos eram compatíveis com agressões e acionaram a polícia.

Na primeira perícia, os investigadores apreenderam um pedaço de madeira que pode ter sido utilizado nas agressões. Também foi recolhida uma caixa de ecstasy no hospital. Os novos laudos periciais, incluindo o do Instituto Médico-Legal (IML), devem auxiliar na conclusão do inquérito, que segue em andamento.

Fábio Galdino

Fábio Galdino é jornalista, apresentador de TV e, agora, repórter do Portal BHAZ. Natural de Santa Luzia, na Grande BH, é formado pela Universidade Federal de Ouro Preto e, nos últimos anos, dedicou à cobertura jornalística em diferentes emissoras de televisão, com passagens por afiliadas à Rede Globo, SBT e Band. Em 10 anos, participei de grandes coberturas, como eleições municipais e estaduais, a tragédia do rompimento de uma barragem, em Mariana, e a pandemia de Covid-19.

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