Um carro que permanecia estacionado na garagem do prédio onde moravam a capitã da PM Michele Leão Azevedo, de 41 anos, e o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37, foi retirado do local nessa terça-feira (29), após ser periciado pela Polícia Civil. O veículo estava em uma vaga de visitante desde o dia da morte da militar, registrada em 20 de julho, no bairro Santa Cruz, na região Nordeste de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Civil, o automóvel passou por exames durante uma nova etapa da perícia realizada no apartamento do casal. O veículo deixou o condomínio antes do encerramento dos trabalhos, conduzido pelo proprietário, que deverá prestar depoimento durante a investigação.
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A delegada Ana Paula Rodrigues informou que o carro permaneceu no prédio da capitã da PM desde o dia da festa realizada no apartamento e que a retirada ocorreu somente após a conclusão dos procedimentos periciais. Ela também destacou que, apesar de não ter encontrado elementos relacionados ao crime dentro do automóvel, o dono continua sob investigação. “Há informações de que esse homem, o proprietário do carro, foi um dos últimos a sair do apartamento”, revelou.
Ainda de acordo com ela, testemunhas seguem sendo ouvidas e todos os envolvidos serão interrogados para esclarecer as circunstâncias do caso.
Polícia já realizou duas perícias em prédio onde capitã da PM morava
Essa foi a segunda perícia realizada no imóvel desde a morte da capitã da Polícia Militar. Os trabalhos duraram cerca de duas horas e ficaram concentrados, principalmente, nos quartos do apartamento. O advogado do sargento Eduardo Abner acompanhou a ação, mas não concedeu entrevista.
Michele Leão foi levada já sem vida ao Hospital Odilon Behrens na noite de 20 de julho, uma segunda-feira. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o sargento aparece carregando a militar aparentemente desacordada, leva a vítima até o carro e sai em direção ao hospital.
Inicialmente, Eduardo afirmou que os dois haviam consumido bebida alcoólica e ecstasy durante uma festa no apartamento e que Michele teria caído da escada. No entanto, profissionais do hospital suspeitaram que os ferimentos eram compatíveis com agressões e acionaram a polícia.
Na primeira perícia, os investigadores apreenderam um pedaço de madeira que pode ter sido utilizado nas agressões. Também foi recolhida uma caixa de ecstasy no hospital. Os novos laudos periciais, incluindo o do Instituto Médico-Legal (IML), devem auxiliar na conclusão do inquérito, que segue em andamento.









