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Após leoa, chimpanzé também morre depois de receber anestesia no Zoológico de BH

12/11/2025 às 17h02 - Atualizado em 12/11/2025 às 17h32
Foto Suziane Brugnara

Após a morte da leoa Pretória no Zoológico de BH, a prefeitura confirmou a morte de uma chimpanzé nesta quarta-feira (12). Em coletiva de imprensa, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) disse que o animal, chamado Kelly, também morreu após receber anestesia para um tratamento médico.

Kelly havia chegado no zoológico há pouco mais de um mês e precisava de cuidados médicos por causa de uma doença no útero. Ela ainda estava em fase de quarentena quando veio a óbito. Segundo o prefeito, o plano era que ela dosse tratada e, na sequência, introduzida ao convívio com outros chimpanzés do local.

“Foi feito um tratamento durante um tempo aqui em BH, mas teria que fazer alguns exames fora do zoológico. Para fazer esses exames ela teria que passar por anestesia e também não suportou e acabou falecendo”, disse Damião.

Nessa terça-feira, a morte da leoa Pretória, recém-chegada ao Zoológico de BH, também foi confirmada pelo instituto. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória após receber anestesia durante um tratamento dentário. Conforme a PBH, Pretória “apresentava uma fratura coronal nos dentes caninos inferiores, com exposição e possível necrose da polpa dentária, ocorrida no Zoológico de origem”.

Durante a aplicação de anestesia, a leoa apresentou um quadro de parada cardiorrespiratória. A prefeitura destacou que foram adotadas todas as medidas de ressuscitação pela equipe, mas sem sucesso. 

Prefeitura vai investigar mortes

O prefeito Álvaro Damião informou que a prefeitura vai investigar os óbitos dos animais: “A nossa primeira preocupação é com os animais da cidade. O nosso compromisso é com os animais e com o povo de Belo Horizonte. A nossa preocupação agora é a mesma do povo. A gente quer saber o que está acontecendo. Então nós vamos procurar todos os canais que temos dentro do zoológico para saber o porquê da morte desses animais”

Damião enfatizou que, em ambos os casos, a equipe do zoológico estava ciente das enfermidades e dos tratamentos necessários. “Estive no zoológico recentemente e conversei com as pessoas que trabalham lá. Zoológico não é entretenimento, zoológico é preservação da fauna. Nossa principal preocupação é dar qualidade de vida aos animais que lá vivem. Lazer e entretenimento são consequência”.

“Lembrando que animais de grande porte como esses chamam muito mais atenção. Quando você perde um leão, um chimpanzé, a comoção é muito maior. Muitos outros tratamentos e cirurgias são feitos no zoológico durante todos o ano. Dos últimos cinco anos para cá, esse ano é o ano em que menos perdemos animais no zoológico de BH”, completou.

Agora, o zoológico também deve avaliar a permanência do leão Mafu, o macho que chegou ao zoológico junto com pretória. De acordo com o prefeito, os especialistas vão observar se o animal conseguirá viver sozinho ou se será necessario trazer uma outra fêmea para Belo Horizonte.

“O meu compromisso é com o leão, com a qualidade de vida dele. Se eu tiver de levá-lo para outro lugar para ele poder viver bem ao lado de uma leoa, eu vou levar. Se eu tiver que trazer uma outra leoa, eu vou trazer”.

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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