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Clínicas em Juatuba interditadas por maus-tratos, cárcere e sedação de pacientes serão investigadas

29/09/2025 às 16h01 - Atualizado em 01/10/2025 às 14h38
Nos locais foram encontrados diversos medicamentos que mantinham os pacientes sedados. (Imagem ilustrativa: Reprodução/TJMG)

A Polícia Civil investiga o caso de duas clínicas de reabilitação de dependentes químicos que foram interditadas nos dias 27 e 28 de setembro em Juatuba, Região Metropolitana de Belo Horizonte. As instalações, ligadas ao grupo Felix, estão localizadas no bairro Residencial Samambaia e na Vila Maria Regina. As unidades foram acusadas de maus-tratos e cárcere privado, além de não ter prontuários médicos, apesar de terem alvará de funcionamento.

Segundo a Polícia Civil, dois suspeitos da unidade Vila Maria Regina, de 26 e 32 anos, foram conduzidos à delegacia, ouvidos e autuados em flagrante pelo crime de maus-tratos. Após os procedimentos, eles ficaram à disposição da Justiça para as medidas legais cabíveis.

Já no bairro Residencial Samambaia, seis suspeitos, entre 36 a 50 anos, foram conduzidos e ouvidos pela autoridade policial, e foram presos em flagrante pelos crimes de sequestro e cárcere privado. Após os procedimentos, eles foram encaminhados ao sistema prisional.

Os locais abrigavam dependentes químicos de forma forçada, sem autorização judicial. A maioria era idosos internados por familiares, sem assinatura de termos ou contratos. 

Os internos viviam em condições insalubres, eram mal alimentados e obrigados a realizar trabalho braçal. Nos locais foram encontrados diversos medicamentos que mantinham os pacientes sedados. Foram relatadas agressões físicas e cárcere privado.

Ao todos, 46 pessoas foram libertadas. A maioria dos resgatados são idosos. Alguns apresentavam sinais de confusão mental e dificuldade de memória.

Além das violações dos direitos humanos, diversas transgressões sanitárias foram observadas. As clínicas não possuíam alvará de funcionamento, nem autorização para operar como instituições terapêuticas. Muitos dos internos não tinham prontuário médico, ficha de internação ou qualquer registro formal. .

A Prefeitura de Juatuba montou um abrigo provisório para acolher as pessoas resgatadas. Algumas foram encaminhadas aos atendimentos médico e psicológico.

Mariana Brandão

É estudante de jornalismo pela PUC Minas e repórter do BHAZ desde setembro de 2025. Atuou na TV Horizonte e na comunicação interna da ALMG. Ganhou o prêmio na categoria de Assessoria de Imprensa do Expocom Sudeste com ações realizadas no Quilombo de Pinhões e o Prêmio Sebrae 2025 a categoria Jornalismo Universitário com a matéria “Empreendedores nas favelas: do Aglomerado ao Cabana”
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Mariana Brandão

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Estudante de Jornalismo

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