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Conselho Tutelar de BH apura caso de agressão e bullying em colégio tradicional; instituição nega ocorrência

12/09/2024 às 13h16 - Atualizado em 12/09/2024 às 15h33
PBH vai notificar colégio tradicional devido denúncia de bullying e agressão
Colégio acionou o Ministério Público nesta sexta-feira (13)(Reprodução/Google Street View)

O Conselho Tutelar de Belo Horizonte vai apurar o caso de agressão e bullying no Colégio Santo Agostinho, que ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta semana. A Prefeitura de BH confirmou ao BHAZ que recebeu a denúncia na tarde dessa quarta-feira (11). Detalhes da violência do episódio foram descritas em uma carta, supostamente escrita pela mãe de um dos alunos, e acabou viralizando em grupos. A instituição de educação, porém, nega a ocorrência dos fatos.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (12), o Colégio informou que ouviu os alunos apontados como autores das agressões e analisou as imagens de circuito de segurança. “Não foi constatada nenhuma ação que viole a integridade física e corporal de qualquer criança”, ressaltou.

“Por meio da análise e cruzamento de todos esses dados, não foram encontradas evidências que configurem um ato de agressão intencional ou bullying. Também não foi identificada intencionalidade ou objetivo de agredir, perseguir, expor ou magoar qualquer criança”, concluiu. O resultado da investigação da escola foi repassado aos responsáveis de alunos de todas as séries hoje.

Pais preferiram não se manifestar

A história chamou atenção de moradores da capital mineira após um texto, supostamente assinado pela mãe de um estudante, relatar sessão de bullying e agressões contra alunos. Procurada pelo BHAZ, a mãe de um dos estudantes disse que não quer se manifestar para preservar o filho.

Diante a repercussão do caso, o colégio acionou o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais). A reportagem procurou o órgão e aguarda retorno.

De acordo com a Polícia Civil, um boletim de ocorrência com a denúncia foi registrado nesta quinta-feira (12). A instituição informou à reportagem que não tem competência para atuar no caso, já que envolve crianças e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) prevê que a responsabilização criminal só pode ser feita para adolescentes, ou seja, pessoas com idade a partir de 12 anos. A Polícia Civil orientou os pais a acionarem o Conselho Tutelar e a Defensoria Pública, que tem núcleo dedicado ao tema.

Em comunicado, o colégio reforçou que “não compactua com nenhum tipo de violência e possui canais efetivos de combate ao bullying, como o Canal de Denúncia, administrado por empresa especializada e independente, assegurando sigilo absoluto e o tratamento adequado de cada situação”. A instituição destacou, ainda, que tentou contato com a família denunciante nesta quarta-feira (11) “para fornecer a devolutiva das apurações”, mas não teve retorno.

“Não estamos minimizando o fato – compreendemos que cada criança pode ser afetada por uma situação de maneira particular, vamos continuar acolhendo todos os estudantes”, completou o texto.

Redação BHAZ

redacao@bhaz.com.br

Redação BHAZ

Email: redacao@bhaz.com.br

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