Michael Douglas Lopes de Souza Crivellari, de 31 anos, foi nesta condenado a 33 anos e nove meses de prisão pelo feminicídio da própria esposa, que estava grávida de três meses em 15 de abril de 2025, na Vila Marçola, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (19), e o réu confessou o assassinato durante o júri.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o casal estava junto havia cerca de um ano e havia se casado em janeiro de 2025. Na noite do crime, os dois discutiram por questões financeiras. Depois da briga, o homem pegou uma faca e atacou a esposa, atingindo principalmente as regiões das costas e do peito.
A vítima, Bruna Cristina Ferreira Crivelari, de 35 anos, foi encontrada morta dentro da casa onde vivia com o marido. Na época, familiares procuraram a mulher depois que ela deixou de responder mensagens e ligações. O proprietário do imóvel entrou na residência e encontrou Bruna caída no chão, com ferimentos no peito. O marido estava próximo ao corpo e tinha as roupas sujas de sangue.
Violência antes do feminicídio
Ainda de acordo com a denúncia apresentada pelo MPMG, Bruna era vítima de violência patrimonial e psicológica praticada pelo marido. Os jurados reconheceram quatro circunstâncias que agravaram o crime: o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, enquanto a vítima estava grávida, com emprego de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa dela.
Na época, o homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Aos policiais, ele afirmou que a agressão começou após a discussão do casal por questões financeiras. A Polícia Civil realizou perícia no imóvel e encaminhou o corpo de Bruna ao Instituto Médico Legal.
O condenado deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado. Durante o julgamento, seis testemunhas foram ouvidas.
Ao comentar a condenação, o promotor de Justiça Fabiano Mendes Cardoso destacou a necessidade de combater a violência contra mulheres. “Externamos nossa preocupação com os números de feminicídios em nosso estado e no Brasil. Há uma necessidade de combatermos a violência doméstica e familiar em todas as situações”, afirmou.








