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Confusão em aulão de IA no Mineirão teria sido motivada por torcidas, dizem testemunhas

19/11/2025 às 14h53 - Atualizado em 19/11/2025 às 15h12
Briga Mineirão motivo
Imagens cedidas ao BHAZ

A confusão que ocorreu durante um aulão de Inteligência Artificial (IA) realizado nesta quinta-feira (19) pelo Google Brasil, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEE-MG), no Mineirão, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, teria sido motivada por torcedores de times de futebol, segundo testemunhas.

Um dos professores presentes no evento, que não será identificado, contou ao BHAZ que a confusão começou quando os palestrantes puxaram cantos de torcida. “Os ânimos já estavam exaltados, a escuta não estava muito boa e, somado ao calor e à logística ruim, tudo isso contribuiu para instaurar um caos no Mineirão”, disse.

Um aluno, também presente no evento, disse que os palestrantes estavam tentando entreter os jovens, mas acabaram gerando a confusão. “Eles que começaram com esses cantos de torcida e ficaram um bom tempo nisso, o que levou à pancadaria”, contou.

Outros problemas do evento

Segundo o professor, diversos fatores contribuíram para a confusão, como a quantidade de alunos. “Foi programado em torno de 40.000 estudantes do ensino médio de várias escolas da região de BH. Quando não há estrutura e logística adequadas, confusões podem acontecer.” O segundo fator elencado pelo educador, foi a falta de policiamento dentro e fora do Minerão. “A segurança particular que estava no mineral não dava conta pela quantidade de estudante. Foi um erro aí grotesco, sem policiamento nenhum.”

O aluno também contou ao BHAZ que a segurança do evento foi falha. “Não houve revista na porta e teve relatos de pessoas que levaram facadas, e que estavam jogando outras coisas nas pessoas. Preocuparam tanto com o direito de imagem que esqueceram da segurança dos alunos”, lamenta o estudante. Ele completa dizendo que a palavra que, para ele, define o evento, é indignação.

Leitores do BHAZ que estavam presente comentaram no post do Instagram sobre a situação, corroborando com a fala dos outros entrevistados. Um deles comentou que não tinha policiais ou guardas. “Não existe evento dessa magnitude sem nenhum tipo de segurança”, escreveu.

Outra internauta também reclamou da falha na segurança: “Se o evento era para ser um momento de aprendizado e avanço tecnológico, como pode ter acontecido tanta desordem? Não vemos preocupação real com a segurança dos alunos. Cadê a proteção efetiva? Cadê os guardas municipais e a Polícia Militar para garantir que tudo ocorresse com responsabilidade? Não é só sobre brigas — é sobre responsabilidade pública. O governo precisava demonstrar que se importa com os jovens, e não dá para ignorar a falha na segurança.”

O que diz a Secretaria Estadual de Educação

O secretário estadual de educação, Rossieli Soares, entretanto, explica que a segurança estava acima do número necessário para esse tipo de evento. Além disso, informou que foram identificados nas redes sociais alguns indícios de pessoas que foram com propósito de causar a confusão, que entrariam com garrafas. Rossieli informou que uma investigação será instaurada. “A gente está em contato com todos os diretores de escola e obviamente, além de lamentar vamos averiguar e responsabilizar se for o caso.”

Em relação ao motivo ter sido as incitações sobre torcida, o secretário discorda. “Não podemos transformar formar duas torcidas importantes como um motivo, Não é porque a gente brinca e fala de futebol que todo mundo sai brigando, acho que não é essa questão.”

Por nota, a Secretaria Estadual de Educação lamentou o ocorrido e repudiou qualquer ato de violência ou desrespeito. O episódio, segundo a pasta, foi rapidamente controlado por bombeiros civis e seguranças contratados.

A SEE-MG também ressaltou que todas as medidas de segurança foram adotadas para garantir a integridade de estudantes, educadores e demais presentes. Todos os alunos envolvidos receberam atendimento individualizado e contarão com acompanhamento do Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE). Um processo interno de investigação será instaurado para identificar os responsáveis.

Mariana Brandão

É estudante de jornalismo pela PUC Minas e repórter do BHAZ desde setembro de 2025. Atuou na TV Horizonte e na comunicação interna da ALMG. Ganhou o prêmio na categoria de Assessoria de Imprensa do Expocom Sudeste com ações realizadas no Quilombo de Pinhões e o Prêmio Sebrae 2025 a categoria Jornalismo Universitário com a matéria “Empreendedores nas favelas: do Aglomerado ao Cabana”
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Mariana Brandão

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Estudante de Jornalismo

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