Miami pode ser a próxima cidade que conectará Confins, onde está o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, a mais um destino internacional por meio de um voo direto. A previsão de que isso ocorra “muito em breve” é do CEO do BH Airport, Daniel Miranda, em entrevista exclusiva ao BHAZ. Minas Gerais já tem um voo direto para os Estados Unidos com chegada por Orlando.
A ampliação de rotas internacionais tem atraído mais turistas para Minas Gerais. O último destino anunciado foi Montevidéu, no Uruguai. A rota entre os países latinos entrou em operação em março deste ano. Além dela, Confins também conta com voos diretos para Lisboa, Cidade do Panamá, Santiago e Buenos Aires.
“Tem alguns destinos que a gente até chegou a veicular na mídia, como Lima, como Orlando, que a gente já está operando, mas a gente tem o desejo, tem a ambição de trazer Miami, por exemplo. É uma rota que a gente persegue! Não tem nada concreto, mas são alvos que a gente está trabalhando diariamente para trazer”, revela Daniel Miranda.
Crescimento
Mirando um voo direto para Miami, o BH Airport, aeroporto de Confins, foi o segundo com maior crescimento do número de passageiros nos últimos quatro anos. Os dados disponibilizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e apurados pelo BHAZ mostram um crescimento vertiginoso do terminal mineiro em relação aos principais aeroportos do Brasil. Confins cresceu 65% entre 2022 e 2025 e só ficou atrás dos terminais do Rio de Janeiro que, juntos, apresentaram um crescimento de 82%. Veja a tabela completa no final desta reportagem.
Daniel também credita o crescimento de Confins às políticas públicas e internas do aeroporto, de incentivo à atração de novas rotas. “A gente participa de vários eventos, tanto em âmbito nacional quanto internacional, para que a gente possa promover Minas Gerais fora do Brasil ou dentro do Brasil e potencializar toda essa estrutura, toda essa atratividade que nós temos no estado”, analisou Daniel**,** que também afirmou que, em 2025, dos 9 milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil, apenas 50 mil visitaram Minas Gerais, ou seja, menos de 1%.
O gestor também chamou a atenção para o potencial do chamado “turismo de negócio”, com viagens corporativas que podem promover o desenvolvimento econômico da região. “40% da nossa demanda, aproximadamente, hoje, é de turismo de negócios e isso tem sido um eixo muito importante também na atração de novas empresas na região”, disse o CEO.
O crescimento de Confins poderia ter sido ainda maior, não fosse a crise de componentes que o setor aéreo enfrenta, com atrasos na entrega de novas aeronaves, além do preço do combustível de aviação. Mas, para Fernando Sette Junior, professor dos cursos de Gestão e Negócios do UniBH, os dados mostram não apenas a demanda reprimida pela pandemia, como um novo comportamento dos consumidores. “As pessoas passaram a valorizar mais experiências, viagens curtas, turismo interno e deslocamentos regionais. Além disso, companhias aéreas e aeroportos reorganizaram suas malhas, buscando rotas mais rentáveis, maior ocupação dos voos e melhor aproveitamento de hubs estratégicos”, disse.










