O corpo de um idoso, de 70 anos, foi encontrado em estado avançado de decomposição, na noite dessa quarta-feira (12), dentro da própria casa, no bairro Lago Azul, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A filha dele, de 30 anos, também estava no imóvel e afirmou à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) não ter percebido o forte odor causado pela decomposição do corpo.
Segundo o boletim de ocorrência, os militares foram acionados, por volta das 18h20, após uma denúncia anônima sobre um forte odor vindo da residência. No local, eles constataram a intensidade do cheiro e bateram diversas vezes no portão, mas não foram atendidos.
Depois de algumas tentativas da equipe, uma mulher que passava pela rua se identificou como moradora da casa. Em conversa com os policiais, ela afirmou que morava com o pai e, ao ser questionada sobre o paradeiro dele, disse que o idoso não estava no imóvel, mas em Contagem com alguns parentes.
Os militares pediram autorização para entrar no imóvel e verificar a causa do odor, porém a mulher se recusou e afirmou que só permitiria o acesso mediante uma ordem judicial. Ainda segundo a PMMG, ela aparentava estar nervosa durante a conversa.
Os policiais foram embora e, pouco tempo depois, receberam novas informações de que o idoso tinha problemas de saúde e estava acamado. Com isso, eles retornaram ao endereço, mas, novamente, não foram atendidos.
Filha estava no imóvel com o pai
Com a autorização de uma vizinha, os militares entraram na residência dela e tentaram visualizar os fundos do imóvel do idoso, mas não identificaram nenhuma situação suspeita.
Em seguida, eles acessaram a casa por meio de uma parte mais baixa do muro e verificaram que a porta da frente estava destrancada. Durante as buscas, encontraram o corpo do homem sobre uma cama, em um dos quartos da residência, em estado avançado de putrefação.
Já a filha foi localizada dormindo em outro quarto da casa. A mulher relatou que não sentia o forte odor no local e que o pai havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) alguns meses antes.
A perícia da Polícia Civil (PCMG) esteve no local, mas não conseguiu determinar inicialmente a causa da morte. O corpo foi removido pelo rabecão e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Em nota, a corporação afirmou que realizou os trabalhos de praxe e levou o corpo ao IML para ser submetido a exames.
“A PCMG apura os fatos e aguarda a conclusão de laudo pericial para atestar as circunstâncias e a causa da morte. Não houve conduzidos à delegacia de plantão”, disse.










