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Cura 2020: Representatividade preta e indígena trazem mais cor a BH

02/10/2020 às 18h43
paineis cura 2020
(Moises Teodoro/BHAZ + Reprodução/Instagram/@daiaratukano)

Um dos maiores festivais de arte pública de Minas Gerais, o Cura (Circuito Urbano de Arte), traz para Belo Horizonte, neste ano, artes carregadas de representatividade para colorir ainda mais a capital. Ao todo, quatro novas pinturas gigantescas estão sendo adicionadas ao conjunto artístico urbano da cidade. Na quinta edição, por conta da pandemia de Covid-19, os debates e oficinas ocorrem virtualmente.

Outra novidade dessa edição do Cura foi a seleção on-line feita para que algum artista residente no Brasil tivesse a oportunidade de pintar a fachada de um dos prédios do Centro. Mesmo em meio à pandemia, as cinco produtoras do festival conseguiram mobilizar as atividades, sempre levando adiante, nas redes sociais, o lema “2020 tem CURA”.

Os artistas que compuseram o time de pinturas nas empenas dos prédios belo-horizontinos foram Lídia Viber, Robinho Santana, Daiara Tiukano e o escolhido da seleção feita pelo Cura, Diego Mouro.

Trabalhos

Diego Mouro convidou internautas, por meio das redes sociais, para contribuir com o trabalho dele, perguntando “quais afetos pretos te transformam?”, e os nomes enviados deram início à obra.

O artista de São Paulo vem pintando por cima dos nomes, e a obra ainda está em andamento. Porém, ela já pode ser vista no Edifício Almeida, localizado na avenida Santos Dumont.

https://www.instagram.com/p/CFxr83anqks/

Daiara Tukano deu início ao painel dela no dia 25 de setembro e resolveu criar um manifesto aos povos indígenas de todo o mundo. A pintura da ativista dos direitos indígenas e também paulista já pode ser vista na avenida Amazonas, no Edifício Levy.

https://www.instagram.com/p/CF2W9iiBK2H/

No quarto dia do festival Cura, a obra do artista Robinho Santana começou a fazer parte de uma das empenas de Belo Horizonte, no Edifício Itamaraty, da rua Tupis.

O mural em processo do artista visual nascido em Diadema, São Paulo, é marcado por aquilo que ele gosta de trazer em seus trabalhos: representação da mulher e do homem negros periféricos, tornando-os protagonistas.

https://www.instagram.com/p/CFzWEFaBeE0/

A artista mineira Lídia Viber está representando Belo Horizonte por meio do graffiti em sua obra no Edifício Cartacho, na rua Caetés. Ainda em processo, é possível apreciar o trabalho de Lídia, artista autodidata, que procura criar personagens jovens e misteriosas, que transmitem dureza e delicadeza.

https://www.instagram.com/p/CFrixDeB0Hg/

O festival Cura vai até o dia 4 de outubro, e além das obras artísticas públicas, que podem ser admiradas em um passeio seguro pelas ruas da capital, o circuito conta com uma programação recheada em seu canal do YouTube.

Editado por: Roberth R Costa

Andreza Miranda

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

Andreza Miranda

Email: [email protected]

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

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