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Damião adianta que vai sancionar lei que proíbe venda de animais no Mercado Central de BH

12/08/2026 às 10h17
O projeto de lei foi aprovado pela Câmara Municipal de BH foi aprovado nesta segunda. (Reprodução/Redes sociais + Leonardo Fonseca/BHAZ)

O prefeito de BH, Álvaro Damião (União), afirmou que vai sancionar o projeto de lei que proíbe a venda de animais vivos no Mercado Central e em outros locais de grande fluxo turístico da capital. A declaração foi publicada pelo prefeito em seu perfil no Instagram.

Damião afirmou que a medida atende a uma antiga reivindicação da causa animal. Segundo o prefeito, a reprodução e a comercialização de cães, gatos e outros animais domésticos deverão seguir regras, com estabelecimentos licenciados e preparados para garantir o bem-estar dos animais.

Nesta segunda-feira (10), a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou definitivamente o Projeto de Lei. O texto proíbe a venda de animais vivos também em vias públicas, espaços abertos e locais tradicionalmente destinados à exposição cultural e gastronômica.

O que diz o projeto

O Projeto de Lei 179/2025, de autoria do vereador Osvaldo Lopes (Pode), estabelece regras para a comercialização de animais domésticos em estabelecimentos autorizados. Esses locais deverão seguir normas sanitárias, ambientais e de bem-estar animal.

A proposta também prevê a possibilidade de substituir gradualmente a venda de animais por feiras de adoção promovidas ou autorizadas pelo poder público.

O projeto já havia sido aprovado em primeiro turno, em fevereiro, por 33 votos favoráveis e um contrário. A medida era defendida pelo autor e por ativistas da causa animal.

Com a aprovação definitiva, o texto segue para sanção do prefeito. Damião poderá sancionar ou vetar a proposta em até 15 dias úteis, mas já declarou que irá sancioná-la.

Histórico de polêmicas e operações

A venda de animais no Mercado Central é alvo de denúncias e protestos há anos. Em dezembro de 2023, mais de 250 animais foram apreendidos em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e de outras entidades fiscalizadoras.

A ação identificou maus-tratos, como gaiolas sujas e superlotadas, além da falta de água e alimento. Um comerciante chegou a ser preso, e os animais foram encaminhados para tratamento veterinário, com processos judiciais abertos contra os responsáveis.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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