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Enfermeiro confirma que aplicou 4 doses de quimioterapia em paciente, diz filha da vítima

26/08/2024 às 19h29
médica enfermeiro homicídio idoso
Médica e enfermeiro são indiciados pelo homicídio de um idoso, após superdosagem de medicamento. (Reprodução/@carolgaraujo7/Instagram + Google Street View)

A filha de Nilton Carlos Araújo, que morreu após receber 4 doses de quimioterapia em um hospital de Belo Horizonte, afirmou ao BHAZ que o enfermeiro responsável pelo erro admitiu a aplicação da dose incorreta. A família afirma que a assistência do hospital após o ocorrido tem sido insuficiente

“Hoje eles entraram em contato comigo e afirmaram que o enfermeiro confirmou, inclusive confirmou o meu questionamento a ele sobre as dosagens, e aí eles estão falando que estão apurando e tal. E hoje eu fui lá para buscar o prontuário do meu pai e eles negaram, afirmando que é um documento pessoal do meu pai e eu não posso ter acesso”, relata Carolina Araújo.

A filha do paciente relata que sempre acompanhava o pai em questões médicas e ia em todas as sessões de quimioterapia com ele. “Quando eu vi o enfermeiro chegando com as quatro seringas com medicamento, aí eu questionei ele, ‘são quatro?’, aí ele disse que sim e foi aplicando as quatro”.

Hospital afasta enfermeiro

O centro de saúde MedSênior confirmou o afastamento do enfermeiro à reportagem. O idoso Nilton Carlos Araújo, de 69 anos, teria recebido doses do tratamento previstas para todo o mês no hospital, que fica no bairro Gutierrez, na região Oeste de Belo Horizonte.

Nas redes sociais, Carolina Araújo, compartilhou postagens de amigos denunciando que o funcionário aplicou uma dosagem do tratamento quatro vezes maior do que a necessária. Segundo ela, o pai estava respondendo bem ao tratamento e faria um transplante em breve.

O sepultamento de Nilton ocorreu na manhã desse domingo (25), no Bosque da Esperança Cemitério Parque, em BH. Nas redes sociais, Carolina postou alguns registros ao lado do pai

“Domingo sempre foi meu dia favorito da semana, pois é o dia que sempre pudemos ficar juntos! A tradição: tomar café, Mercado Central, sair por aí! Papai, não deu tempo de você me passar o mapa do Mercado Central para não me perder… só você sabe”, escreveu.

Andreza Miranda

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

Andreza Miranda

Email: [email protected]

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

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