A adutora onde uma égua caiu nesta semana fica em uma área sem cerca ou sinalização. Em vídeo divulgado, o dono do animal afirmou que o local é frequentado por moradores e até por crianças que brincam de pipa. Questionada sobre a segurança, a Copasa informou que não pode isolar a região, já que a estrutura está em um terreno privado.
“A Copasa não é dona do terreno aonde passa a rede, isso ocorre por meio de uma constituição de servidão pública. A Copasa tem o direito de passar a rede no local, mas o terreno continua tendo um proprietário, então, nesse caso, a Copasa não tem autorização para cercar ou vedar”, explica o superintendente de operações da Região Metropolitana, Ronaldo Serpa.
A adutora da companhia é enterrada, mas possui alguns “pontos de inspeção”, e foi exatamente em um deles que o animal caiu. Segundo Serpa, esses pontos são necessários para que a Copasa consiga ter acesso à adutora e realizar manutenções. “Esses pontos são caixas, que são fechadas com tampas de concreto armado, mas essa tampa estava quebrada, no fundo da caixa”, revela.
Agora, a Copasa tenta entender a causa da quebra da tampa da adutora. “A tampa dessa caixa já foi substituída e se encontra em perfeito estado. Estamos apurando para identificar o porquê dessa quebra e vistoriando novamente todas as tampas da adutora para ver se alguma está com problema e, assim, serem substituídas”, destaca Serpa.
Abastecimento deve ser normalizado nesta quarta
Após o acidente, a Copasa precisou interromper o fornecimento de água em vários bairros de Belo Horizonte e Região Metropolitana. De acordo com Serpa, o abastecimento já foi religado e deve ser normalizado ainda nesta quarta-feira (6). A expectativa é de recuperação gradual ao longo do dia, com possível demora em áreas mais altas ou afastadas.
A adutora afetada é responsável por abastecer cerca de metade da Grande BH, o que ampliou o impacto da ocorrência. Segundo ele, o consumo consciente ao longo do dia é fundamental para acelerar a regularização.
Processo de desinfecção
Mesmo sem indícios de contaminação, a Copasa optou por descartar toda a água presente no trecho afetado como medida de segurança. A adutora passou por um processo completo de desinfecção, com reforço na dosagem de cloro e intensificação dos testes laboratoriais.
A empresa reforçou que a água distribuída atende aos padrões de potabilidade e não há necessidade de ferver antes do consumo, uma recomendação que chegou a circular nas redes sociais, mas foi descartada pela companhia. “A Copasa garante a qualidade da água dentro dos padrões de potabilidade”, afirmou.
O episódio foi classificado como inédito pela Copasa. Serpa salienta que a empresa pretende revisar protocolos e reforçar as fiscalizações ao longo da rede para evitar que situações semelhantes se repitam.










