Estudante de BH quebra recorde mundial de memorização ao recitar mais de 10 mil dígitos em duas horas

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Maike Anthony Silva, aluno de eletrônica do Cefet-MG, recitou, em 2h20, 10.122 casas decimais do número de Euler (Cefet-MG/Divulgação)

Com apenas 17 anos, um estudante de Belo Horizonte se tornou o novo recordista mundial de memorização, conquista reconhecida pelo Guinness World Records nesta semana. Maike Anthony Silva, aluno de eletrotécnica do Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais), recitou, em 2h20, 10.122 casas decimais do número de Euler.

Em conversa com o BHAZ nesta segunda-feira (25), o estudante conta que se preparou para o desafio durante um ano. O teste, realizado em fevereiro, possuía várias regras e precisava ser testemunhado e filmado. Segundo ele, o recorde a ser batido era de 4.500 casas decimais.

“Eu tinha que falar todos os dígitos com duas testemunhas e um cronometrista. Não podia dar uma pausa maior que 15 segundos entre um dígito e outro e não tinha intervalo, já que tava tudo sendo gravado. Se eu errasse algum dígito eu podia me corrigir, mas apenas antes de falar o próximo. No meu caso, nem precisei. Falei todos de primeira. Depois foi só pegar a gravação e mandar para o Guinness”, explicou ele.

Paixão por desafios

A paixão pela memorização, no entanto, surgiu por acaso, enquanto ele se preparava para a OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). No 1º ano do Ensino Médio, Maike começou a se debruçar sobre os estudos de cálculo mental e logo se encantou.

“A maioria dos livros sobre o assunto era em inglês e eu não lia nada na época, então comecei a estudar sozinho para aprender. Depois de ler esses livros, comecei a memorizar várias coisas para praticar a técnica que eu havia aprendido. Publiquei tudo no meu YouTube e, eventualmente, encontrei esse recorde no Guinness”, lembra ele.

O número de Euler, memorizado por ele, é uma constante matemática com infinitas casas decimais e valor aproximado de 2,7182. O estudante conta que quebrar o recorde, mesmo que ainda tão novo, lhe deu uma grande lição de resiliência e persistência.

“É muito bom porque você cria um objetivo que vai demorar muito para ver se realizando. Você enfrenta muitas frustrações no meio do processo, mas no final, quando você consegue, dá aquele alívio. É um sentimento de satisfação muito grande”, finaliza.

Edição: Roberth Costa
Larissa Reis[email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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