A Via Expressa será a primeira a receber faixas exclusivas para motocicletas em Belo Horizonte. A informação foi confirmada nesta terça-feira (28) pelo prefeito Álvaro Damião, durante coletiva de imprensa. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, a chamada “faixa azul” será implantada ao longo das avenidas Juscelino Kubitschek e em parte da avenida Tereza Cristina.
De acordo com a prefeitura, o trecho vai do Viaduto Itamar Franco até a avenida Babita Camargos, na divisa com o município de Contagem e terá 16 quilômetros de extensão, considerando os dois sentidos da via. A motofaixa será instalada entre as faixas 1 e 2 (da esquerda da pista) com cerca de 1,5 metro de largura. As quatro faixas por sentido já existentes serão mantidas, e a via receberá nova sinalização horizontal e vertical.
O objetivo da implantação é aumentar a segurança e organizar a circulação de motocicletas em uma das vias de maior fluxo da capital, promovendo uma convivência mais segura e previsível entre os diferentes tipos de transporte, sem alterar a dinâmica atual do trânsito.
Após a liberação do Ministério dos Transportes, anunciada na noite dessa segunda-feira (27), o projeto entrou na fase final de revisão. Segundo a prefeitura, as obras de sinalização devem durar pelo menos oito semanas.
A liberação aconteceu um ano depois que a Superintendência de Mobilidade Urbana (Sumob) realizou o pedido à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), órgão vinculado ao Ministério. A aprovação do órgão é necessária, pois não há previsão de sinalização para esse tipo de faixa no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Entenda a ‘faixa azul’
A primeira experiência veio da capital paulista, com intuito de melhorar o tráfego de motocicletas, além de aumentar a segurança e a organização. O projeto surgiu após viagem feita pela Secretária Municipal de Trânsito de São Paulo fez à Malásia. A cidade mineira Betim, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, também implementou o ‘corredor azul’ em março de 2025.
Já na capital mineira, a discussão sobre a faixa azul começou em janeiro de 2025, após pedido do superintendente regional do trabalho e emprego de Minas Gerais, Carlos Calazans, pedir a suspensão dos serviços de transporte de passageiros por aplicativos de moto em BH, o que gerou debate e protestos.
Segundo Calazans, o assunto foi abordado durante reunião entre ele e o secretário de Governo da PBH, Guilherme Daltro, no dia 21 de janeiro de 2025. “Foi o ponto mais positivo da reunião. Eu defendi que a faixa azul em BH não gera grande custo, mas gera um grande benefício”, destacou em entrevista ao BHAZ.
Após a abordagem, a Câmara de Dirigentes Lojistas de BH (CDL-BH) passou a cobrar da Senatran a liberação do projeto-piloto. O presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, chegou a enviar documento ao Ministério dos Transportes para pressionar a liberação da Faixa Azul. “A implantação das motofaixas é uma medida técnica, já testada em outras cidades, que contribui para organizar o trânsito e reduzir conflitos entre veículos. Estamos falando de segurança e de eficiência na circulação urbana”, afirma.










