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Fuad Noman anuncia hospital 100% SUS para tratamento de câncer em BH

28/10/2024 às 08h29
Fuad Noman
Crédito: Junia Garrido / Campanha Fuad Noman

Às vésperas do início da campanha eleitoral, o prefeito Fuad Noman (PSD) foi diagnosticado com câncer e teve que tomar uma decisão junto à família: recolher-se ou enfrentar a doença publicamente. Optou pela segunda alternativa, foi para a disputa pela reeleição enquanto fazia o tratamento. Mas, além disso, Fuad viu o tanto que era privilegiado por ter acesso a um bom plano de saúde e a alguns dos melhores médicos de BH. E o prefeito colocou como prioridade melhorar as condições dos pacientes com câncer, garantindo um tratamento mais célere.

Em entrevista ao programa Bom Dia Minas, da TV Globo, nesta segunda-feira, Fuad, agora prefeito reeleito, anunciou que em 10 dias vai dar início a parceria com a Faculdade de Ciências Médicas para um hospital 100% SUS para o tratamento de câncer em BH. “Entendi que se as pessoas não tratarem rapidamente tem maior risco de morte”, afirma Fuad. E acrescenta: “é preciso dar o mesmo tratamento para quem tem plano de saúde e para quem vai ao SUS”.

Segundo o prefeito, este foi um importante ensinamento durante o tratamento. “Aprendi que quando você está numa encruzilhada de vida, Deus te dá dois caminhos: se você quiser se recolher, ele te dá o conforto, mas, se quiser lutar, ele te dá a força. E aí encontrei uma equipe médica no Mater Dei muito eficiente, muito competente, e aprendi que o câncer se tratado no início ele é mais fácil de ser dominado, e essa é a grande preocupação que tenho com as pessoas no SUS. Cheguei numa quinta-feira, o médico identificou a doença, na sexta eu fiz os exames, confirmou, no sábado eu operei e na semana seguinte comecei o tratamento”, conta Fuad, prefeito reeleito de Belo Horizonte.

Diferente do tratamento privilegiado que teve acesso, Fuad diz saber que na rede pública o tempo de atendimento é consideravelmente maior, mas que vai trabalhar para diminuir o intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento. “Uma pessoa que vai no SUS hoje, vai ao posto de saúde, o médico identifica [o câncer], pede exame, demora 1, 2, 3 meses para fazer, aí leva para um outro médico, que avalia que tem que fazer a cirurgia, e demora mais 2, 3 meses. A pessoa fica 5, 6, 7, 8 meses entre identificar o problema e começar o tratamento, o que logicamente compromete muito o câncer, compromete a recuperação”, afirma Fuad Noman, ressaltando que uma das prioridades do novo mandato é garantir mais celeridade a este tratamento.

O hospital ficará no bairro Santo Agostinho, na região Centro Sul, ocupará um prédio de 11 andares e terá atendimento 100% SUS, ampliando a oferta de oncologia para os moradores do município. A capacidade é para atendimento diário de 1 mil pessoas.

Além disso, a estimativa é que serão feitas 2,5 mil cirurgias e 17,4 mil procedimentos de quimioterapia no hospital por ano.

Pedro Rocha Franco

pedro.rocha@bhaz.com.br

Pedro Rocha Franco é jornalista desde 2007 e bacharel em ciências sociais. Foi repórter do jornal Estado de Minas, editor do portal O Tempo e head do departamento de jornalismo digital da Itatiaia. Hoje é gerente executivo do BHAZ. Além disso, colaborou com UOL e Repórter Brasil.

Pedro Rocha Franco

Email: pedro.rocha@bhaz.com.br

Pedro Rocha Franco é jornalista desde 2007 e bacharel em ciências sociais. Foi repórter do jornal Estado de Minas, editor do portal O Tempo e head do departamento de jornalismo digital da Itatiaia. Hoje é gerente executivo do BHAZ. Além disso, colaborou com UOL e Repórter Brasil.

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