O Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte condenou Gilmar Jardim de Aguilar a 20 anos de prisão, em regime fechado, por matar a companheira, Karine Cardoso do Prado, e ocultar o corpo dela dentro de um tambor. A sentença foi emitida nessa quarta-feira (2), pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O crime ocorreu em 19 de setembro de 2019, no bairro Jardim dos Comerciários, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio por razões da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o casal manteve um relacionamento conturbado por cerca de seis anos, marcado por agressões físicas e psicológicas. Na data do crime, motivado por sentimento de posse e pela suspeita de que a vítima estivesse se relacionando com outra pessoa, o réu a atacou dentro de casa.
Ainda conforme a denúncia, Karine foi atingida por diversos golpes de objetos contundentes e perfurocortantes, sofrendo múltiplas lesões pelo corpo, que resultaram em sua morte.
Após o feminicídio, o réu colocou o corpo da vítima dentro de um tambor e, utilizando um carrinho de mão, transportou o cadáver até um terreno baldio nas proximidades da Rua Antônio Porfírio Luiz, onde o ocultou.
Na dosagem da pena, o juiz Marco Antônio Silva destacou, entre outros elementos, a “extrema gravidade” das consequências do crime, uma vez que a ação do réu deixou órfãos os dois filhos da vítima, que, à época, tinham 17 anos e 1 ano e 3 meses. Apesar de ter respondido à maior parte do processo em liberdade, após a condenação, Gilmar teve negado o direito de recorrer em liberdade.








