Três suspeitos de matar idoso a pauladas após falsa acusação de pedofilia são presos em BH

anel rodoviário
O corpo do idoso foi encontrado em setembro, às margens do Anel Rodoviário, no bairro São Paulo (Reprodução/Google Street View)

Três homens foram presos em Belo Horizonte suspeitos de matarem brutalmente um idoso de 63 anos, que trabalhava na PBH (Prefeitura de Belo Horizonte). O crime aconteceu no dia 17 de setembro deste ano e a vítima foi morta a pauladas e pedradas após ser acusada falsamente de pedofilia.

Segundo a Polícia Civil, o corpo do idoso foi encontrado no dia seguinte, às margens do Anel Rodoviário, no bairro São Paulo, na região Nordeste da capital. Os três suspeitos – de 24, 26 e 37 anos – receberam voz de prisão na última quinta-feira (25) e, com eles, foi apreendido um revólver calibre 38.

De acordo com o delegado Hugo Arruda, que comandou as investigações, cinco suspeitos ainda estão foragidos. “Por meio de um trabalho qualificado de investigação, a equipe conseguiu elementos indiciários que permitiram a representação pela prisão de oito pessoas que teriam envolvimento nesse homicídio”, conta.

Falsa acusação

Já a delegada Mônica Pérpetua Carlos explica que a polícia investigou o possível ato de pedofilia cometido pela vítima. Contudo, as apurações deram conta que o homem apenas urinou em uma via pública, deixando a mulher de um gerente do tráfico na região indignada.

Ela então teria exigido a morte do homem, alegando falsamente que ele teria feito gestos obscenos para crianças do bairro. Diante da alegação da mulher, o chefe do tráfico ordenou o homicídio do idoso, espancado com extrema violência.

Ainda segundo a delegada, a vítima teria sido morta por traficantes da Vila Andiroba que, para não atrair a atenção da polícia para a área onde exercem o comércio de drogas, desovaram o corpo em um local mais distante. Após descobrirem que a mulher havia mentido sobre o caso de pedofilia, os traficantes locais a expulsaram do bairro e ela permanece foragida.

Mônica conta que a vítima era uma pessoa tranquila e conhecida na região como “vô”. “Nós ouvimos alguns parentes dele [vítima] e na localidade também. As pessoas se revoltaram, porque sabiam da índole dele”, destaca.

Com PCMG

Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog.

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