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Índice de transmissão da Covid em BH apresenta menor valor desde o início de 2022

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Leitos de UTI permanecem em nível crítico na capital (Amanda Dias/BHAZ)

O índice que mede o crescimento da Covid-19 apresentou o menor valor desde o início deste ano em Belo Horizonte, se aproximando do nível verde. O RT, que indica o número médio de transmissão por infectado atingiu o patamar 1,00, o limiar entre o nível de alerta e o nível verde. Especialista aponta que há uma tendência de queda, mas é cedo para tirar conclusões concretas.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura da capital mineira nessa quarta-feira (9), o indicador está em queda há 20 dias. Segundo o professor do departamento de Clínica Médica, da Faculdade de Medicina da UFMG, Vandack Nobre, essa é uma tendência observada também em outras cidades.

“A ômicron tem a velocidade muito alta de disseminação, mas, ao mesmo tempo, já que grande parte da população é exposta ao vírus, a gente tem o nível de imunidade elevada, mesmo que temporária. A pessoa que tem contato com o vírus fica protegida parcialmente, no mínimo por algumas semanas”, explica.

Reprodução/PBH

Vacinação contribui para queda

Outro fator apontado por Vandack é a vacinação na capital. “A cobertura vacinal está avançando de maneira satisfatória, pelo menos entre os adultos. Isso cria um certo ambiente de bloqueio. O crescimento fica inibido”, detalha.

De acordo com o infectologista, essa tendência de queda era o esperado para a curva da ômicron, mas ainda é necessário observar se essa diminuição vai se sustentar ao longo do tempo. “É difícil comemorar esse números, porque é precoce. A gente tem que trabalhar com uma média”, avalia.

Leitos de UTI em nível crítico

Apesar da queda no RT, o nível de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 permanecem em nível crítico, com 83,6% ocupados. Os leitos de enfermaria estão com a ocupação em 65,8%. Vandack explica que apesar do nível alto é importante ressaltar que o número absoluto de leitos é menor do que em outros momentos críticos da pandemia.

“Abrir leito de UTI não é fácil, por diversas razões, inclusive carência de profissionais de saúde disponíveis”, pondera. Por isso, o especialista reforça a importância de se manterem as medidas de precaução, como o uso adequado de máscaras e evitar aglomerações.

“Importante não deixar de se vacinar, se estiver na sua vez. No caso dos adultos, principalmente a dose de reforço. Temos que reforçar também a grande necessidade de vacinação das crianças. É uma faixa etária que corresponde a um percentual grande da população e, se não for protegida, acaba sendo ambiente de manutenção e perpetuação do vírus”, orienta.

Guilherme Gurgel

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco nas editorias de Cidades e Variedades no BHAZ.

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