A Justiça determinou a manutenção da prisão dos suspeitos de envolvimento na morte de uma adolescente de 16 anos em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada em audiência realizada nesta quarta (24). Os investigados Kauã Israel dos Reis Silva e Wellington Souza de Jesus tiveram as prisões preventivas decretadas. Eles são suspeitos de participação na morte de Gabrielly Marques de Oliveira.
Durante a audiência, os suspeitos não estiveram presentes devido a problemas de conexão de internet na unidade prisional onde estão detidos. Segundo informações repassadas por um policial penal, não havia previsão de normalização do sistema, e a apresentação presencial foi considerada inviável por questões logísticas.
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De acordo com o relato policial, o caso teve início com o registro do desaparecimento da adolescente em 18 de março. Dias depois, no último domingo (22), os dois suspeitos se apresentaram espontaneamente em uma delegacia, afirmando terem cometido o crime e manifestando arrependimento.
Conforme o depoimento, os investigados indicaram o local onde o corpo havia sido ocultado, em uma área de mata no bairro Icaivera. Após buscas com apoio do Corpo de Bombeiros, o corpo foi localizado. A perícia apontou, preliminarmente, cerca de seis perfurações por disparos de arma de fogo na região do tórax.
O crime
Segundo os próprios investigados, o crime ocorreu na madrugada de 19 de março. Wellington afirmou ter efetuado disparos contra a vítima, enquanto Kauã relatou ter participado da ação com uma faca. Ambos também disseram que retornaram ao local no dia seguinte para enterrar o corpo.
Na decisão, o magistrado considerou que não houve situação de flagrante em relação ao crime de homicídio, já que os suspeitos se apresentaram dias após o ocorrido. Ainda assim, homologou a prisão em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver.
O juiz também destacou a existência de indícios de autoria e materialidade do homicídio, além da gravidade do caso, que envolve violência, uso de arma de fogo e faca, e a participação de mais de uma pessoa.
Diante disso, foi decretada a prisão preventiva dos investigados como forma de garantia da ordem pública.
Investigações
O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, não há informações sobre a motivação do crime e se a vítima tinha sinais de violência sexual.
Os suspeitos foram encaminhados à delegacia da Polícia Civil (PCMG). Em nota, a corporação informou que investiga o caso. “Os peritos realizaram a coleta de vestígios e informações que subsidiarão as investigações. Outras informações poderão ser repassadas após os procedimentos de polícia judiciária”, escreveu.
A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), por meio de nota, informou que “casos da área criminal, a Defensoria Pública de Minas Gerais se manifesta apenas nos autos para não prejudicar o andamento do processo”.











