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Justiça mantém presos suspeitos de matar adolescente em Betim

26/03/2026 às 12h23
Corpo de adolescente desaparecida de 16 anos é encontrado em Betim, na Grande BH
Adolescente estava desaparecida desde 18 de março. (Reprodução/Redes Sociais)

A Justiça determinou a manutenção da prisão dos suspeitos de envolvimento na morte de uma adolescente de 16 anos em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada em audiência realizada nesta quarta (24). Os investigados Kauã Israel dos Reis Silva e Wellington Souza de Jesus tiveram as prisões preventivas decretadas. Eles são suspeitos de participação na morte de Gabrielly Marques de Oliveira.

Durante a audiência, os suspeitos não estiveram presentes devido a problemas de conexão de internet na unidade prisional onde estão detidos. Segundo informações repassadas por um policial penal, não havia previsão de normalização do sistema, e a apresentação presencial foi considerada inviável por questões logísticas.

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De acordo com o relato policial, o caso teve início com o registro do desaparecimento da adolescente em 18 de março. Dias depois, no último domingo (22), os dois suspeitos se apresentaram espontaneamente em uma delegacia, afirmando terem cometido o crime e manifestando arrependimento.

Conforme o depoimento, os investigados indicaram o local onde o corpo havia sido ocultado, em uma área de mata no bairro Icaivera. Após buscas com apoio do Corpo de Bombeiros, o corpo foi localizado. A perícia apontou, preliminarmente, cerca de seis perfurações por disparos de arma de fogo na região do tórax.

O crime

Segundo os próprios investigados, o crime ocorreu na madrugada de 19 de março. Wellington afirmou ter efetuado disparos contra a vítima, enquanto Kauã relatou ter participado da ação com uma faca. Ambos também disseram que retornaram ao local no dia seguinte para enterrar o corpo.

Na decisão, o magistrado considerou que não houve situação de flagrante em relação ao crime de homicídio, já que os suspeitos se apresentaram dias após o ocorrido. Ainda assim, homologou a prisão em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver.

O juiz também destacou a existência de indícios de autoria e materialidade do homicídio, além da gravidade do caso, que envolve violência, uso de arma de fogo e faca, e a participação de mais de uma pessoa.

Diante disso, foi decretada a prisão preventiva dos investigados como forma de garantia da ordem pública.

Investigações

O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, não há informações sobre a motivação do crime e se a vítima tinha sinais de violência sexual.

Os suspeitos foram encaminhados à delegacia da Polícia Civil (PCMG). Em nota, a corporação informou que investiga o caso. “Os peritos realizaram a coleta de vestígios e informações que subsidiarão as investigações. Outras informações poderão ser repassadas após os procedimentos de polícia judiciária”, escreveu.

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), por meio de nota, informou que “casos da área criminal, a Defensoria Pública de Minas Gerais se manifesta apenas nos autos para não prejudicar o andamento do processo”.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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