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De gosto refinado, ladrão de figurinhas é suspeito de crimes no Verdemar, Ao Gosto e em Escarpas do Lago

15/06/2026 às 13h02

O homem suspeito de ser o ladrão de figurinhas da Copa do Mundo em bancas de jornal de Belo Horizonte tem histórico criminal extenso. São mais de 200 registros, segundo a Polícia Militar de Minas Gerais. Entre os casos envolvendo Jonathan Weslley Batista Barbosa, de 37 anos, estão furtos ao supermercado Verdemar, ao açougue Ao Gosto e a comerciantes da região de Capitólio, no Centro-Oeste do estado.

Apenas no ano passado, foram instaurados cinco inquéritos policials contra Jonathan, para apurar denúncias de furtos, crime do qual é acusado por diversas outras empresas na última década. Além do Ao Gosto e do Verdemar, ele teria furtado a Bamaq Automóveis (duas unidades), a Loja Elétrica e o supermercado Meu Prata, no bairro Carlos Prates.

Em 2021, o alvo de Jonathan foi o supermercado Verdemar, unidade do Pátio Savassi. Segundo o registro policial, ele saiu com duas garrafas de uísque Royal Salute, avaliadas em mais de R$ 1.000, cada, e uma sacola da rede, que usou para colocar as bebidas. Nesse caso, o suspeito passou na frente do operador de caixa fingindo estar acompanhando uma mulher e não pagou pelos produtos de alto luxo.

No condomínio Escarpas do Lago, em Capitólio, em setembro de 2020, ele teria ido a um comércio local, pego uma caixa térmica do proprietário, colocado quatro garrafas de uísque Johnnie Walker Double Black de 1 litro, cada, e saído sem pagar. Conforme a denúncia do Ministério Público, depois disso, teria pago R$ 50 a uma pessoa para devolver os itens furtados ao comerciante.

Entre 2018 e 2025, foram pelo menos 14 inquéritos instaurados para apurar as queixas. Além dos já citados, ele teria cometido crimes contra o supermercados Minas Bahia, Drogaria Araujo (duas vezes), Padaria Nova Jerusalém e dois postos de combustível.

O furto à casa de carnes Ao Gosto resultou na última prisão de Jonathan. Em novembro do ano passado, segundo o registro policial, ele foi à loja do Sion, pegou 4,15 quilos de filé mignon e duas geleias. Juntos, os produtos somavam quase R$ 500. No caixa, solicitou a chave PIX para transferir o valor e simulou a transação. A operadora pediu que o suposto cliente aguardasse a confirmação do pagamento, mas ele saiu da loja, rispidamente, entrando em sua Mercedes-Benz C200 branca e fugindo pela contramão.

Pelo furto do filé mignon, ele ficou preso de novembro a março. Ao sair da cadeia, teria voltado a cometer outros crimes.

Em uma operação da Polícia Civil para prendê-lo em casa, uma cobertura na Savassi, um dos bairros mais caros de BH, teriam sido encontrados 11 quilos de picanha, além de canetas emagrecedoras furtadas de farmácias.

Jonathan é suspeito de ter aplicado golpes em pelo menos três bancas de revistas para levar figurinhas da Copa do Mundo e em uma tabacaria. Detalhe: em comércios em diferentes regiões.

Em Betim, na Grande BH, ao se passar por um cliente de atacado, ele teria pedido um pacote com 200 envelopes de figurinhas. A atendente entregou o produto. Depois, solicitou um álbum da Copa do Mundo e disse que iria perguntar à esposa se era preciso mesmo. Nisso, ele seguiu em direção ao carro e nunca mais retornou, deixando prejuízo de R$ 1,4 mil ao estabelecimento.

No mês de maio, ele teria aplicado o mesmo golpe no bairro Santa Amélia, com o mesmo método e os mesmos valores. Dias depois, no Barreiro, ele teria distraído a atendente de uma banca para levar R$ 500.

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Civil diz que o suspeito do golpe das figurinhas já foi identificado e, sobre as ocorrências em farmácias, restringe-se a dizer que as investigações estão em andamento. “Outras informações serão repassadas oportunamente, desde que não comprometa os trabalhos investigativos”, diz a nota da PC.

Pedro Rocha Franco

Pedro Rocha Franco é jornalista desde 2007 e bacharel em ciências sociais. Foi repórter do jornal Estado de Minas, editor do portal O Tempo e head do departamento de jornalismo digital da Itatiaia. Hoje é gerente executivo do BHAZ. Além disso, colaborou com UOL e Repórter Brasil.

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