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Laudo conclui que homem que matou e esquartejou a mãe, em BH, era incapaz de entender os atos

11/07/2026 às 12h29
Laudo da Polícia Civil conclui quadro psicótico de homem que esquartejou a mãe
(Reprodução/Google Street View)

O laudo de sanidade mental da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu que o homem de 27 anos acusado de matar, decapitar e esquartejar a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, era inteiramente incapaz de compreender o caráter ilícito de seus atos no momento do crime. Homem deve ser internado para tratamento.

O BHAZ teve acesso ao documento que aponta que o investigado apresenta um quadro psicótico (CID-10 F29), considerado doença mental, e recomenda que ele seja submetido a internação psiquiátrica.

Segundo o parecer pericial, o homem não apresenta dependência de álcool ou drogas, mas sofre de um quadro psicótico que “tolhe inteiramente as capacidades de entendimento e de determinação” tanto no exame mental atual quanto em relação aos fatos investigados.

Ainda conforme o laudo, do ponto de vista da psiquiatria assistencial, o tratamento deve ocorrer em regime de internação, para estabilização do quadro clínico, com supervisão contínua e acompanhamento por um médico psiquiatra.

A conclusão reforça os indícios já apresentados durante a audiência de custódia. Durante o interrogatório, ele afirmou que ouviu uma voz ordenando que matasse a mãe e relatou já ter sido diagnosticado com esquizofrenia quando morava em Portugal, embora não estivesse fazendo uso da medicação prescrita.

Na ocasião, a Justiça converteu a prisão em preventiva e determinou que o investigado permanecesse em uma unidade prisional psiquiátrica, além de receber acompanhamento médico e tratamento medicamentoso.

Relembre o caso

O crime ocorreu no apartamento onde mãe e filho moravam, no bairro Nova Cachoeirinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O corpo de Jussara Maria Rodrigues da Cruz foi encontrado na manhã de 22 de junho, após vizinhos estranharem seu desaparecimento e acionarem a Polícia Militar.

Ao entrarem no imóvel, os militares encontraram o suspeito no local. Ele confessou o assassinato. A vítima havia sido decapitada e apresentava múltiplas perfurações pelo corpo. Segundo relatos de uma vizinha aos policiais, antes de ser morta, Jussara teria implorado pela própria vida ao dizer: “Não faz isso não, filho, eu te amo!”

Após o crime, o homem foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens e, posteriormente, permaneceu sob custódia da Justiça. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais.

Raul Costa

Graduando em Jornalismo pela UFMG e estagiário no BHAZ. Gosto jornalismo cultural, cultura pop e tudo que envolve contar boas histórias.

Raul Costa

Email: [email protected]

Estagiário do BHAZ

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