O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), e o presidente Lula (PT) assinaram, nessa terça-feira (16), contratos no valor de R$ 770 milhões. Os recursos serão destinados a investimentos em mobilidade urbana e prevenção de enchentes na capital mineira. Do montante, R$ 317 milhões serão aplicados na compra de 100 ônibus elétricos e 27 carregadores, enquanto R$ 425,8 milhões irão para a construção de faixas exclusivas e para obras de estabilização do Ribeirão Onça. A contrapartida da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) será de R$ 27,2 milhões.
Conforme a PBH, também participaram da reunião o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o Ministro das Cidades, Jader Filho; a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; o senador Rodrigo Pacheco; o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante; e o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira.
O termo de compromisso envolvendo o executivo municipal, Ministério das Cidades e BNDES para a aquisição dos ônibus elétricos prevê recursos provenientes do projeto Renovação de Frota do Programa de Aceleração do Crescimento – Seleções (PAC Seleções), na categoria Mobilidade Urbana Sustentável.
Ainda segundo a PBH, a inclusão de ônibus elétricos busca contribuir com a qualidade do meio ambiente urbano, aumentar a eficiência ao sistema de transporte e proporcionar conforto aos usuários. Os veículos serão adquiridos pelo executivo municipal e cedidos em regime de comodado às concessionárias responsáveis pela operação da linha. Ao final do contrato em 2028, os ônibus irão retornar à prefeitura.
Ônibus têm capacidade para até 80 passageiros
A compra será realizada em lotes de 20 unidades, com entregas divididas em cinco etapas, para coincidir com a instalação dos carregadores e a capacidade produtiva das montadoras. Dos 27 carregadores previstos, 25 serão instalados em garagens das concessionárias e dois em área pública para recarga de oportunidade.
Os novos veículos serão do tipo padron, com piso baixo e capacidade para até 80 passageiros. Além disso, eles têm zero emissão de poluentes locais, baixo nível de ruído e ausência de vibração, autonomia entre 230 e 250 km por carga e maior eficiência energética, garantindo economia de até 80% em comparação aos ônibus a diesel.
Em 2023 e 2024, a Superintendência de Mobilidade de Belo Horizonte (Sumob) realizou testes com ônibus elétricos de diferentes fabricantes, o que serviu de base para a decisão de aquisição.
Faixas exclusivas
Um contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 132,5 milhões – recursos provenientes do Novo PAC-MObilidade Urbana Sustentável –, serão destinados à ampliação das faixas exclusivas e preferenciais destinadas ao transporte coletivo e na expansão da infraestrutura cicloviária da cidade.
O investimento vai viabilizar a construção de 64,3 km de novas faixas exclusivas e preferenciais para ônibus. Também estão previstos 51,34 km de infraestrutura cicloviária já com projetos executivos concluídos, além de outros 51,34 km que estão em fase de desenvolvimento.
Atualmente, BH conta com 74,2 km de faixas prioritárias para o transporte coletivo, sendo 21,7 km do sistema Move, 36,3 km de faixas exclusivas e 16,2 km de faixas preferenciais. Já na mobilidade por bicicleta, a capital tem cerca de 112 km de ciclovias, ciclovias, ciclofaixas e rotas cicláveis, incluindo as Zonas 30.
Ribeirão do Onça
O contrato com a CEF inclui ainda R$ 293,3 milhões para obras de drenagem de águas pluviais da Bacia do Onça. As intervenções visam beneficiar 65,6 mil moradores dos bairros Novo Aarão Reis, Ribeiro de Abreu, Belmonte, Ouro Minas, Novo Tupi, Maria Teresa e Capitão Eduardo.
O objetivo é que, com a recuperação das margens do ribeirão, seja implementado o Parque Ciliar Comunitário, localizado na região do Ribeiro de Abreu. O novo parque terá uma área de e 627,5 hectares, dos quais 70% serão compostos por áreas verdes e protegidas. O restante do espaço será destinado ao lazer e ao uso público, incluindo hortas comunitárias, áreas de agroecologia, quadras esportivas, equipamentos públicos, pontes, passarelas, ciclovias e sistema viário.










