Um menino de apenas 13 anos precisou ser atendido na UPA Venda Nova após ser espancado pelo padrasto nesse feriado em Belo Horizonte. As agressões foram gravadas por câmeras de segurança de uma casa, no bairro Copacabana, região da Pampulha.
Segundo o registro policial, o padrasto, que tem 30 anos e é lutador das artes marciais muay thai e taekwondo, cometeu as agressões enquanto a mãe e a avó da criança tentavam impedir o ataque. O homem desferiu socos e chutes em diversas partes do corpo dele, atingindo rosto, mandíbula, pernas, pescoço, costas e abdômen. O menino também sofreu um corte na parte interna dos lábios e relatou dificuldade para enxergar com o olho esquerdo após as agressões.
A ocorrência, classificada como violência doméstica, foi registrada na sexta-feira (1) e o homem, identificado como Alexandre Henrique Moreira Hollerbach, foi preso em flagrante e encaminhado para o Ceresp Gameleira. As imagens mostram o momento em que ele se aproxima do menino e o ataca com vários golpes. O motivo seria o descontentamento com a limpeza das fezes dos cachorros, que o homem teria considerado mal feita.
Ainda de acordo com a vítima, Alexandre chegou a esfregar o rosto dele contra o chão, mas este não foi um episódio isolado. O jovem contou aos policiais que vinha sendo alvo frequente de violência por parte do padrasto, inclusive com o uso de objetos como cabo de vassoura e rodo. A mãe do menino, que tem um relacionamento com o homem há cerca de oito anos, também contou que já foi agredida e ameaçada por ele. No dia das agressões, ela e a avó do adolescente tentaram intervir, mas sem sucesso. A mulher disse, ainda, que passou por uma cirurgia abdominal no dia anterior ao ataque de sexta-feira.
Ainda de acordo com o registro policial, as vítimas relatam que as situações só não foram denunciadas antes por medo, já que todos eram constantemente ameaçados pelo lutador, que afirmava que as agressões poderiam se intensificar caso os fatos fossem revelados.
O homem foi preso em flagrante após interferência de dois tios do menino, que são policiais civis. Além das agressões físicas, o suspeito ainda teria danificado objetos da casa, como televisão e videogame. O caso foi encaminhado às autoridades competentes e deve ser investigado como violência doméstica, com indícios de reincidência.
O BHAZ apurou que, em 2023, Alexandre teve uma rápida passagem também pelo Ceresp Gameleira. Ele foi liberado mediante o uso de uma tornozeleira eletrônica, com a qual permaneceu por cerca de 20 dias. Na ocasião, foi autuado por agressão, ameaça e injúria contra a companheira, no âmbito da Lei Maria da Penha.
Agora, ele teve a prisão convertida em preventiva e deve responder pelos crimes de dano, violência psicológica contra a mulher e homicídio qualificado tentado contra menor de 14 anos.








