O pequeno Bernardo, menino de 8 anos que foi baleado durante uma perseguição policial nessa quinta-feira (23), não resistiu e faleceu nesta madrugada (24). A informação foi confirmada pela Prefeitura de Contagem, por meio do Serviço Social Autônomo.
A criança foi atingida por um tiro em uma perseguição na rua do Registro, no bairro Camilo Alves. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos que fugiam das viaturas foram os responsáveis por atirar no menino.
A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Contagem, onde chegou a passar por cirurgia. “Apesar dos inúmeros esforços da equipe médica, o garoto de oito anos não resistiu aos ferimentos”, informou a prefeitura da cidade da região metropolitana de BH.
Perseguição policial
Em coletiva de imprensa concedida ontem, o tenente-coronel Murilo César disse que os criminosos podem ter atirado na criança para retardar a tuação policial, já que a viatura da PM estava chegando perto do carro durante a perseguição em Contagem.
Segundo o policial, tudo começou quando a corporação fazia uma blitz no local e avistou um Citroën C4 sedan preto. Suspeitando do carro, os policiais determinaram a parada do motorista, mas os homens que estavam dentro do veículo descumpriram a determinação e fugiram.
“Com isso, a guarnição entrou na viatura, acionou o rádio e começou um cerco e bloqueio. Duas ruas abaixo, uma viatura se deparou com o carro, que subiu no meio fio, dando a entender que iam atropelar pessoas no passeio. Nesse momento, eles atiraram na criança”, detalha o comandante do 18BPM.
Ainda conforme a PM, os policiais pararam e prestaram socorro à criança, enquanto o cerco e bloqueio na região continuou ativo. Os criminosos ainda teriam atirado contra uma viatura e tentado atropelar um policial.
Detidos
A cerca de dois quilômetros, policiais conseguiram abordar o carro, os homens se renderam e foram detidos. O policial também afirmou que os militares atiraram contra eles durante a perseguição, defendendo que o ato foi por defesa própria e da população.
A Polícia Judiciária Militar vai investigar o caso. Ainda segundo o tenente-coronel Murilo César, um dos envolvidos já tinha passagem por roubo e por direção perigosa, mas os documentos do veículo estavam em dia.










