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MPMG aciona Justiça por incêndio em prédio abandonado pela Oi em BH

10/08/2026 às 16h19
Pessoas pularam do segundo e terceiro andares de prédio abandonado da Oi que pegou fogo, em BH
Vítimas ocupavam prédio da Oi abandonado, em BH (Fotos: Reprodução)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) adotou medidas contra o Grupo Oi após um incêndio atingir, no último domingo (9), um imóvel atribuído à empresa no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O órgão aponta indícios de abandono, degradação e risco à segurança de moradores e pessoas que circulam pela região.

Como a Oi está em recuperação judicial, o MPMG encaminhou um pedido de cooperação institucional ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), onde tramita o processo. A intenção é buscar, junto à Justiça, medidas urgentes para obrigar a empresa ou os responsáveis pelo imóvel a adotarem providências.

Entre as medidas solicitadas estão o fechamento dos acessos ao prédio, a instalação de vigilância, a realização de vistorias e a limpeza da área. Segundo o MPMG, a prioridade é garantir uma resposta rápida e coordenada diante das condições do imóvel. O órgão informou que as providências buscam proteger moradores, pedestres e a comunidade do entorno.

Entenda o caso

O incêndio começou na tarde de domingo (9) e teria ficado concentrado inicialmente no primeiro andar do prédio. Cabos de energia e outros componentes elétricos podem ter contribuído para a propagação das chamas e para a formação de uma fumaça preta e densa. Ao menos cinco pessoas estavam no imóvel no momento do incêndio, algumas das quais deixaram o local por conta própria pelas janelas dos andares superiores. Uma mulher foi resgatada em estado grave no interior do prédio com auxílio de uma câmera térmica e encaminhada ao Hospital João XXIII.

O prédio, que funcionava como uma unidade da antiga Oi, está abandonado e costuma ser ocupado por pessoas em situação de rua. As circunstâncias que provocaram o incêndio ainda serão apuradas, mas a suspeita inicial é de que o fogo tenha começado durante a queima de fios de cobre. Sete viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para o combate às chamas e para as buscas no interior da estrutura.

Nesta segunda-feira (10), a Defesa Civil vistoriou o imóvel e determinou a interdição devido aos riscos identificados. Foram constatados trincas, queda e desplacamento de reboco, danos nas instalações elétricas, deformação da laje, danos no piso e queda de vidros. Também foi identificado um acúmulo de água escura e com forte odor, de cerca de 1,5 metro de altura. Parte do passeio foi isolada e sinalizada devido ao risco de queda de vidros e projeção de fragmentos sobre a via pública.

Raul Costa

Graduando em Jornalismo pela UFMG e estagiário no BHAZ. Gosto jornalismo cultural, cultura pop e tudo que envolve contar boas histórias.

Raul Costa

Email: [email protected]

Estagiário do BHAZ

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