O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu a abertura de uma investigação específica para apurar a conduta de Vinícius Moreira Mitre, primo de uma das vítimas do duplo latrocínio ocorrido no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A promotoria quer esclarecer se ele teve algum tipo de participação que contribuiu para a ação da diarista Paola Stefany Neto Cirino, denunciada pelo crime.
Segundo a denúncia, foi Vinícius quem indicou Paola para trabalhar na casa de Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio. Para o Ministério Público, há indícios de que a diarista já foi ao imóvel no dia do crime com a intenção de cometer o roubo e que possuía informações privilegiadas sobre a situação financeira do casal.
Um dos principais pontos levantados pela promotoria é uma ligação telefônica feita por Paola para Vinícius durante o andamento do crime. Em depoimento, ele afirmou que a diarista disse apenas que Maria Clotilde “não estava passando bem”. Apesar disso, segundo o Ministério Público, ele não procurou ajuda nem acionou qualquer socorro para a prima.
Diante das omissões e contradições identificadas ao longo da investigação, o promotor Mauro da Fonseca Ellovitch solicitou que o caso envolvendo Vinícius seja desmembrado do processo principal e retorne à Polícia Civil para novas diligências. O objetivo é apurar se ele atuou como informante, facilitador ou se não teve qualquer participação nos fatos.
Enquanto isso, Paola Stefany Neto Cirino já foi denunciada por latrocínio, fraude processual e furto mediante fraude. Já Leonardo do Nascimento, dono de um restaurante no Centro de Belo Horizonte, responde por furto mediante fraude após, segundo o Ministério Público, ajudar a diarista a utilizar os cartões bancários das vítimas logo após os assassinatos.
Relembre o caso
Conforme as investigações, Paola Stefany Neto Cirino dopou os patrões com clonazepam misturado em um suco antes de tentar roubar a casa. Ao ser surpreendida por Cláudio Atala Inácio, ela o esfaqueou 43 vezes. Já Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, que ainda estava sob efeito do sedativo, foi asfixiada com uma almofada embebida em solvente e atingida por 15 facadas.
Após o crime, a diarista ainda tomou banho, vestiu roupas da vítima, limpou vestígios com água sanitária e deixou o imóvel. Em seguida, foi até o restaurante para realizar as transações bancárias, segundo a denúncia.
Paola responde por latrocínio, fraude processual e furto mediante fraude. Ela foi presa pela Polícia Civil em um hotel em Itabira, onde, conforme a investigação, planejava fugir para outro estado com o filho.








