Uma mulher, de 40 anos, escapou de uma tentativa de feminicídio no bairro Palmital, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte nessa quarta-feira (15). Segundo a Polícia Militar, o ex-companheiro apontou uma arma para a cabeça da vítima, ameaçou matá-la e chegou a acionar o gatilho, no entanto, não ocorreu o disparo. O suspeito, identificado como Patrício Augusto Rodrigues, de 37 anos, foi preso em flagrante no mesmo dia pelos crimes de tentativa de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a mulher consegue escapar do agressor e corre em direção a uma escola localizada em frente à residência. No local, ela buscou abrigo e acionou a Polícia Militar. A vítima havia acabado de sair de casa quando encontrou o ex-companheiro em frente ao imóvel. Ela aceitou conversar apenas do lado de fora, mas, de acordo com o boletim de ocorrência, foi forçada a entrar na garagem da residência.
Dentro da casa, o suspeito sacou a arma e afirmou que “acabaria com aquela situação”, dizendo que mataria a mulher e, em seguida, tiraria a própria vida. Em seguida, apontou a arma para a própria perna e depois para a cabeça da vítima. Segundo o relato da mulher, ele chegou a acionar o gatilho, mas apenas um estalo foi ouvido e o tiro não foi disparado. A mulher conseguiu escapar quando uma cliente chegou ao imóvel e bateu no portão.
Relato da vítima
Segundo a vítima, o relacionamento com o suspeito durou cerca de dois anos e terminou há aproximadamente duas semanas. Desde a separação, ele não aceitava o fim da relação e passou a fazer ameaças constantes. A mulher também informou aos policiais que já havia visto o ex-companheiro portando uma arma de fogo em outras ocasiões, mas decidiu formalizar a denúncia apenas agora.
Durante buscas na residência, os militares encontraram uma pistola Taurus calibre .380 escondida atrás de uma peça de porcelanato em um dos banheiros. De acordo com a Polícia Militar, o carregador continha duas munições com marcas de tentativa de disparo.
A vítima manifestou interesse em solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Ela afirmou aos policiais que teme pela própria vida diante das ameaças e do comportamento violento do ex-companheiro.








