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Enem 2026: especialista dá dicas para estudantes se prepararem para prova

11/08/2026 às 19h21
Anulação de questões do Enem: saiba o que estaria por trás da medida determinada pelo Inep
(MEC/Divulgação)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorre nos dias 8 e 15 de novembro e, faltando cerca de três meses para o primeiro dia de prova, os estudantes intensificam a preparação. Para Michelle da Silva Cesar, analista de Projetos Educacionais do SESI-MG, esse é um momento para trocar o estudo automático por uma preparação mais consciente, já que ajustar estratégias e aperfeiçoar a forma de aprender pode ser tão importante quanto revisar conteúdos.

Segundo Michelle, nesta etapa, a preparação não exige apenas o aumento do número de horas de estudo, mas também treinar, aprimorar a interpretação, aprender a administrar o tempo de prova e ampliar o repertório sociocultural.

Veja cinco dicas para aproveitar melhor a reta final da preparação

Treino

Antes do Enem, é fundamental treinar. Os simulados são uma das melhores formas de reproduzir as condições da prova e preparar o estudante para os desafios do exame. Mais do que observar a nota final, é importante analisar os erros cometidos e identificar suas causas. “Quando você percebe que está errando sempre pelo mesmo motivo, ganhou uma informação importante sobre o seu estudo. O erro mostra onde é preciso mexer”, explicou a especialista.

Analisar antes de responder

O Enem valoriza a contextualização e utiliza diferentes suportes textuais, como gráficos, charges, reportagens, poemas e outros gêneros. Por isso, antes de partir para as alternativas, é importante compreender o contexto apresentado e identificar o que a questão realmente está pedindo.

Segundo Michelle, uma boa estratégia é refletir sobre o objetivo da questão antes mesmo de ler as respostas. “Antes de olhar as alternativas, vale pensar sobre o que a questão exige do candidato. É como se o estudante se perguntasse: o que essa questão quer que eu descubra aqui? Parece simples, mas ajuda muito a organizar a leitura”, orientou.

Atenção à interpretação completa do enunciado

O Enem não trabalha com pegadinhas. A lógica da prova é avaliar a capacidade de interpretação e a compreensão das informações apresentadas. Por isso, quando o candidato fica em dúvida entre duas alternativas, o ideal é verificar qual delas responde de forma mais completa ao que foi perguntado.

“Se o estudante ficou entre duas respostas, o correto é voltar ao texto e procurar o que sustenta cada uma delas. Não é sobre encontrar uma pegadinha, mas identificar a alternativa que realmente responde à pergunta”, comentou Michelle.

Aprender a administrar o tempo de prova

Gerenciar o tempo não significa dividir os minutos igualmente entre todas as questões. Algumas serão resolvidas rapidamente, enquanto outras exigirão mais raciocínio. O problema surge quando o candidato dedica tempo excessivo a uma única pergunta e compromete o restante da prova.

Para a especialista, essa habilidade também precisa ser treinada. “O estudante pode voltar depois com outro olhar. O importante é não deixar uma pergunta consumir o tempo de várias outras”, afirmou.

Planejar a redação antes de começar a escrever

A vontade de aproveitar cada minuto de prova pode levar o candidato a iniciar a redação logo após ler o tema. Entretanto, dedicar alguns minutos ao planejamento costuma evitar problemas durante a escrita.

Antes de redigir, é importante selecionar repertórios que dialoguem com o tema, definir a tese, organizar os argumentos e pensar na proposta de intervenção. Esse planejamento funciona como um guia para a construção do texto.

De acordo com Michelle, esse pequeno roteiro traz mais segurança ao candidato. “Não precisa ser um planejamento extenso, mas esse cuidado ajuda o aluno a saber para onde o texto está indo. Quando existe esse fio condutor, fica muito mais fácil manter a redação organizada”, conclui.

Dica bônus: dar atenção ao repertório sociocultural

Assistir a uma série ou a um documentário, ler uma reportagem, ouvir um podcast e acompanhar o noticiário também podem fazer parte dos estudos. Mas há uma diferença entre conhecer muitas referências e saber usá-las. Em vez de tentar decorar frases famosas e nomes de pensadores, o candidato pode começar a observar quais discussões cada conteúdo ajuda a compreender.

Ana Magalhães

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e do programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Repórter do BHAZ desde agosto de 2024.
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