Funcionários de um bar localizado na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte, seriam os principais suspeitos de matarem Alice Martins Alves, de 33 anos. A mulher morreu no último domingo (9), 17 dias após ser brutalmente espancada.
Conforme testemunhas, Alice foi perseguida após deixar o bar sem pagar a conta. Circula entre trabalhadores e moradores da região áudios gravados, que o BHAZ teve acesso, por outro funcionário do local.
“Dessa vez ela saiu sem pagar e os meninos foram atrás dela e bateram nela até quase morrer”, diz na gravação. “Eu fiquei triste que ela estava na loja que eu trabalho. Se a gente colocasse cerveja na mesa dela e cobrasse na hora ela pagava. Não tinha por que bater nela, não”.
“Foram dois caras que bateram nela, eles não estão nem vindo trabalhar. Eles até sumiram. Tem muita gente que sabe. Os populares que estavam no dia, todos sabem”.
O crime
O ataque aconteceu na avenida Getúlio Vargas. Segundo o boletim de ocorrência, Alice Martins Alves saía de um bar onde estava com amigos, quando foi agredida por um homem. Outros dois que estavam com o agressor teriam observado a cena e rido da situação. Inicialmente, a vítima registrou um boletim de ocorrência informando que não conhecia o trio e não houve nenhum tipo de discussão ou atrito antes do espancamento.
Segundo a família, após a agressão, Alice foi para casa. O pai a encontrou no quarto já com várias lesões pelo corpo e sentindo muitas dores. A mulher foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Centro-Sul e, devido à gravidade do quadro, transferida para um hospital particular, onde ficou internada. O espancamento causou fraturas nas costelas, perfuração intestinal e uma úlcera no estômago da vítima. De acordo com os parentes, a morte foi em decorrência dos ferimentos.












