O Capivarã, passeio de barco na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, deve ganhar um novo formato e se tornar um serviço turístico permanente a partir do segundo semestre deste ano. A informação foi dada pelo presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, em entrevista exclusiva ao BHAZ. Ele confirmou que o modelo atual, implantado em caráter experimental, não será renovado.
Segundo Cruvinel, a iniciativa foi criada como um projeto-piloto para avaliar aspectos como navegabilidade, impactos ambientais, uso pela população e viabilidade operacional. Após um período inicial de três meses, prorrogado por mais três, a avaliação foi considerada positiva pela administração municipal.
“Nossa intenção é soltar um novo instrumento jurídico em que a gente vai buscar um serviço turístico na Lagoa. Ele deixa de ser um teste e passa a ser um projeto contínuo, anual, com previsão de doze meses, por exemplo”, explicou.
Segundo Cruvinel, a proposta é que a futura operação ofereça uma experiência mais ampla aos visitantes, incluindo estrutura de recepção, venda e gestão de ingressos, equipes de atendimento, de experiência de conteúdo turístico durante o trajeto e possibilidade de embarque e desembarque em mais de um ponto da lagoa.
De acordo com o presidente da Belotur, o novo modelo deve ser subsidiado pela Prefeitura e deverá funcionar durante todo o ano, deixando de ser uma ação temporária para se consolidar como um produto turístico da capital mineira.
“Ele deixa de ser um projeto-teste e passa a ser um serviço turístico que vai atender uma demanda tanto de moradores quanto visitantes. Estamos trabalhando para soltar isso o mais rápido possível. No segundo semestre, com certeza”, declarou.
Avaliação do projeto
Ao fazer um balanço da experiência, o presidente da Belotur destacou a aprovação dos usuários e afirmou que o passeio recebeu notas de satisfação de até 9,9. Ele também respondeu às críticas feitas ao passeio desde o lançamento. Para ele, a experiência demonstra que Belo Horizonte pode oferecer atrações semelhantes às encontradas em outros grandes centros urbanos.
“A gente prova e mostra que é possível. Toda cidade tem passeios como esse e por que Belo Horizonte não pode ter? Somos questionados constantemente da cidade evoluir, modernizar, seguir no tempo, apropriem e passem a fazer mais atividades na cidade”, conta.
Segundo ele, a navegação proporciona uma perspectiva inédita dos cartões-postais da Pampulha, permitindo a observação de atrações como a Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha e o conjunto arquitetônico reconhecido pela UNESCO.
“As pessoas saem encantadas do passeio. Eu fui também e tive uma vista da Pampulha que meus pais e meus avós não tiveram. É uma nova forma de explorar e desfrutar desse patrimônio que poucas pessoas tiveram”, afirmou.
Cruvinel afirmou que os visitantes não relatam problemas relacionados ao odor da lagoa durante o trajeto e destacou os investimentos em segurança, manutenção e qualificação do serviço. Segundo o presidente da Belotur, a retomada da navegação contribuiu para ampliar os cuidados com áreas da orla da Pampulha, especialmente nos arredores do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) Veveco e da Casa do Baile, de onde parte a embarcação.
“Ela está numa qualidade adequada para um centro urbano do tamanho de BH. Tem uma vista incrível, um guia qualificado e ainda proporciona uma experiência de lazer. A gente passou mais cuidado com a Pampulha”, garante.










