Quase um ano depois da reabertura parcial da Praça do Papa, a Prefeitura de Belo Horizonte entregou, nesta sexta-feira (7), a revitalização completa da Praça do Papa, um dos principais cartões-postais da capital mineira. A obra foi concluída cerca de dois anos após o prazo inicialmente previsto e recebeu investimento de aproximadamente R$ 12 milhões.
A reforma recuperou a infraestrutura do espaço, preservou as características históricas e ampliou as áreas destinadas ao lazer e à convivência. A praça também receberá uma programação especial neste fim de semana, com vacinação, feira, atividades recreativas e city tour. Veja fotos abaixo:
O que mudou na Praça do Papa?
A revitalização incluiu a recuperação dos passeios, requalificação dos espaços de convivência, implantação de um novo sistema de irrigação, recomposição das áreas verdes, renovação do paisagismo e restauração do piso cerâmico característico da praça, respeitando as exigências dos órgãos de preservação do patrimônio histórico.
Outro destaque da intervenção foi a incorporação da antiga via de circulação à área da praça, ampliando o espaço destinado aos pedestres e criando novas áreas para lazer. O local também recebeu infraestrutura para instalação de playground, equipamentos de ginástica e outras melhorias voltadas ao uso da população.
Segundo a prefeitura, foram investidos R$ 11,9 milhões, sendo 80% dos recursos provenientes do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e 20% do Tesouro Municipal. As obras foram supervisionadas pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap).










Programação especial marca a reabertura
A reinauguração da Praça do Papa será acompanhada por uma programação especial durante o fim de semana.
Sábado (8), das 9h às 12h
- Dia D de vacinação;
- Feira da Economia Solidária;
- City Tour da Belotur;
- Rua de Lazer BH + Feliz.
Domingo (9), das 9h às 12h
- Feira da Economia Solidária;
- Rua de Lazer BH + Feliz.
Reabertura parcial
Antes da entrega definitiva realizada nesta sexta-feira (7), a Prefeitura de Belo Horizonte havia promovido, em 30 de agosto de 2025, a reabertura da parte superior da Praça do Papa, que estava em obras desde fevereiro de 2024.
Na ocasião, foram concluídos serviços como o assentamento do piso cerâmico, a implantação de jardins, a instalação de bancos e a padronização dos passeios. A área foi o primeiro trecho entregue da requalificação conduzida pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), dentro do programa Centro de Todo Mundo, com investimento de R$ 11,1 milhões, provenientes de recursos municipais e de financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).
Obra da Praça do Papa era para ser entregue há 2 anos
Com conclusão prevista, inicialmente, para dezembro de 2024, a obra de revitalização da Praça do Papa já passou por sucessivas mudanças no cronograma de entrega. Ao todo, foram sete aditivos que envolveram acréscimos de tempo e de valor. No último adiamento, a prefeitura informou que não haveria aumento nos custos da obra, embora os vereadores tenham questionado os impactos financeiros provocados pelas prorrogações, incluindo despesas operacionais e um acréscimo superior a R$ 700 mil destinado a ajustes técnicos.
A revitalização da Praça do Papa prevê a recuperação completa do espaço, com preservação do projeto original. Entre as intervenções estão a integração de áreas hoje separadas, instalação de playground, novos bancos, banheiro autolimpante, equipamentos para atividades físicas e sistema de irrigação automática. A proposta da prefeitura é entregar um espaço mais moderno, acessível e adequado à importância turística de um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte.
A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), chegou a justificar, também, que um dos principais entraves para a execução do projeto foi a dificuldade na produção da cerâmica utilizada no piso da praça, que é tombado. O material precisou ser reproduzido com características semelhantes ao original e aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A empresa responsável pela fabricação, inclusive, enfrentou problemas como incêndio em forno antigo e recuperação judicial, o que atrasou a entrega das peças.









