A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) definiu, via decreto, os preços a serem praticados em passeios de barco na Lagoa da Pampulha, cartão-postal da capital mineira. O texto foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta sexta-feira (21).
Segundo o decreto, os preços variam entre R$ 10 e R$20, considerando meia-entrada e inteira, além de valor diferenciado para morador de BH com comprovação de residência. Também há previsão de gratuidade para crianças até 12 anos, pessoas inscritas no CadÚnico, alunos de instituições públicas de ensino, dentre outras.
A medida entre em vigor hoje (21) mesmo.
Preços dos passeios de barco na Lagoa da Pampulha
- Inteira: R$ 20
- Meia-entrada: R$ 10, prevista para
I – crianças e jovens com idade de 13 (treze) a 20 (vinte) anos;
II – idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, nos termos da Lei federal nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, e, quando necessário, seu acompanhante;
III – com deficiência e, quando necessário, seu acompanhante;
IV – estudantes com idade entre 21 (vinte e um) e 59 (cinquenta e nove) anos, mediante apresentação de carteira de identificação estudantil válida. - Moradores de BH, com comprovação de residência: R$ 12
- Gratuidade:
I – crianças de até 12 (doze) anos;
II – inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico –, de que trata o Decreto federal nº 11.016, de 29 de março de 2022, mediante apresentação do comprovante de inscrição
III – alunos de instituições públicas de ensino, pessoas assistidas por instituições públicas de saúde e por instituições de assistência social cadastradas em conselho de assistência social ou com convênio com o Município, Estado ou União, mediante agendamento prévio para visita em grupos pela instituição e apresentação de documentação comprobatória.
IV – Poderão ser concedidas gratuidades ou subsídios adicionais para ações educativas, promocionais e de qualificação da experiência turística, mediante ato da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte S/A – Belotur.
O decreto destaca que os preços públicos são devidos integralmente, “vedado o fracionamento, salvo disposição expressa em regulamento específico”.
O pagamento erá efetuado no ato da aquisição do ingresso ou da reserva do passeio, conforme regulamentação da Belotur. Os valores serão atualizados anualmente com base em índice oficial de correção monetária adotado pelo município.
Passeio do Capivarã
O Capivarã, passeio de barco na Lagoa da Pampulha, deve ganhar um novo formato e se tornar um serviço turístico permanente a partir do segundo semestre deste ano. A informação foi dada pelo presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, em entrevista exclusiva ao BHAZ em junho deste ano. Ele confirmou que o modelo atual, implantado em caráter experimental, não será renovado.
Segundo Cruvinel, a iniciativa foi criada como um projeto-piloto para avaliar aspectos como navegabilidade, impactos ambientais, uso pela população e viabilidade operacional. Após um período inicial de três meses, prorrogado por mais três, a avaliação foi considerada positiva pela administração municipal.
“Nossa intenção é soltar um novo instrumento jurídico em que a gente vai buscar um serviço turístico na Lagoa. Ele deixa de ser um teste e passa a ser um projeto contínuo, anual, com previsão de doze meses, por exemplo”, explicou.
Segundo Cruvinel, a proposta é que a futura operação ofereça uma experiência mais ampla aos visitantes, incluindo estrutura de recepção, venda e gestão de ingressos, equipes de atendimento, de experiência de conteúdo turístico durante o trajeto e possibilidade de embarque e desembarque em mais de um ponto da lagoa.
De acordo com o presidente da Belotur, o novo modelo deve ser subsidiado pela Prefeitura e deverá funcionar durante todo o ano, deixando de ser uma ação temporária para se consolidar como um produto turístico da capital mineira.
“Ele deixa de ser um projeto-teste e passa a ser um serviço turístico que vai atender uma demanda tanto de moradores quanto visitantes. Estamos trabalhando para soltar isso o mais rápido possível. No segundo semestre, com certeza”, declarou.
Avaliação do projeto de passeios de barco na Lagoa da Pampulha
Ao fazer um balanço da experiência, o presidente da Belotur destacou a aprovação dos usuários e afirmou que o passeio recebeu notas de satisfação de até 9,9. Ele também respondeu às críticas feitas ao passeio desde o lançamento. Para ele, a experiência demonstra que Belo Horizonte pode oferecer atrações semelhantes às encontradas em outros grandes centros urbanos.
“A gente prova e mostra que é possível. Toda cidade tem passeios como esse e por que Belo Horizonte não pode ter? Somos questionados constantemente da cidade evoluir, modernizar, seguir no tempo, apropriem e passem a fazer mais atividades na cidade”, conta.
Segundo ele, a navegação proporciona uma perspectiva inédita dos cartões-postais da Pampulha, permitindo a observação de atrações como a Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha e o conjunto arquitetônico reconhecido pela UNESCO.
“As pessoas saem encantadas do passeio. Eu fui também e tive uma vista da Pampulha que meus pais e meus avós não tiveram. É uma nova forma de explorar e desfrutar desse patrimônio que poucas pessoas tiveram”, afirmou.
Cruvinel afirmou que os visitantes não relatam problemas relacionados ao odor da lagoa durante o trajeto e destacou os investimentos em segurança, manutenção e qualificação do serviço. Segundo o presidente da Belotur, a retomada da navegação contribuiu para ampliar os cuidados com áreas da orla da Pampulha, especialmente nos arredores do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) Veveco e da Casa do Baile, de onde parte a embarcação.
“Ela está numa qualidade adequada para um centro urbano do tamanho de BH. Tem uma vista incrível, um guia qualificado e ainda proporciona uma experiência de lazer. A gente passou mais cuidado com a Pampulha”, garante.







