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Prefeitura interdita clínica onde mulher morreu após tirar o DIU na Grande BH

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A prefeitura de Matozinhos interditou a Clínica Med Center nessa sexta-feira (10) depois que uma paciente morreu no local ao tirar o DIU (Reprodução/Google Street View)

A Prefeitura de Matozinhos, na região metropolitana de Belo Horizonte, interditou a Clínica Med Center nessa sexta-feira (10) depois que uma paciente morreu no local ao tirar o DIU. Segundo a administração municipal, equipes de fiscalização sanitária estiveram no local para verificar as condições de funcionamento da unidade.

Ainda de acordo com a prefeitura, a clínica não tinha autorização de realizar o procedimento. “A contradição foi constatada, pois na documentação da clínica junto à Prefeitura, não havia descrição que permitia que a unidade operasse procedimento ginecológico”, informou.

“Os registros apontavam apenas aptidão para realizar clínica médica e atividade de atenção ambulatorial, com estrutura necessária para primeiros socorros, conforme consta no Alvará Sanitário e no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde”, acrescenta a prefeitura.

A equipe se deslocou ao local para averiguar as estruturas físicas, os procedimentos e as atividades exercidas, onde foram encontradas divergências e irregularidades no funcionamento. Por esse motivo, a clínica foi interditada.

“A partir de agora, o processo administrativo seguirá em curso para apuração e regularização dos vícios encontrados”, disse o Executivo municipal.

Polícia investiga a morte

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso de uma mulher que morreu ao tirar o Dispositivo Intrauterino (DIU) em uma clínica particular de Matozinhos, na região metropolitana de BH. O caso ocorreu no último sábado (4).

Segundo a apuração, Jéssica Marques Vieira, 32, tinha um sopro no coração. Ela tinha colocado o DIU por indicação de um cardiologista que trabalha em uma clínica partícular. Mas o mesmo especialista recomendou a retirada, 20 dias após o dispositivo ser implantado, para realizar novos exames.

Informações do boletim de ocorrência apontam que o procedimento de retirada ia acontecer no último sábado (4). O pai e o marido da vítima estavam acompanhando a mulher.

Familiares ficaram sem notícias

Eles informaram que perceberam uma movimentação estranha na clínica, principalmente quando funcionários passaram correndo com bolsas de soro. Os familiares tentaram saber notícias, mas alegam que não conseguiram.

Depois, socorristas da UPA Matozinhos teriam chegado com desfibrilador. Em seguida, Jéssica teria sido levada para a unidade de atendimento dentro de uma ambulância. O pai disse que a filha estava mais pálida que o normal e com os lábios roxos.

Quando chegaram na UPA, os familiares questionaram o cardiologista se a mulher havia morrido e o especialista teria dito que não.

Ainda de acordo com o b.o, por volta de 14h30 o rabecão chegou e os funcionários disseram que Jéssica não tinha resistido. O pai ainda solicita a investigação por afirmar que na declaração de óbito não consta a causa da morte.

A Polícia Civil aguarda, agora, a finalização dos laudos periciais para detalhar o caso da mulher que morreu ao tirar DIU. O portal BHAZ tenta contato com a clínica para um posicionamento.

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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