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Primeira Casa de Acolhimento LGBT+ é inaugurada em BH

13/12/2022 às 12h58
Casa de Acolhimento LGBT+ de BH
Objetivo é acolher pessoas em situação de risco social e pessoal (Rodrigo Clemente/PBH)

A PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) inaugurou a primeira Casa de Acolhimento LGBT+ da capital, com o objetivo de acolher pessoas com mais de 18 anos em situação de risco social e pessoal, que não tenham moradia. São 20 vagas disponíveis.

O prefeito Fuad Noman (PSD) havia anunciado a inauguração da casa de acolhimento durante a Parada do Orgulho LGBT BH deste ano, em 6 de novembro. O espaço funcionará no bairro Floresta, região Leste da capital.

“Vamos abrir a casa acolhimento para o grupo LGBT, para atender aquelas pessoas que estão em situação de morar de rua, que são negros, pobres, vítimas de agressão na rua e preconceito”, declarou na ocasião.

Inauguração

O estabelecimento foi inaugurado no aniversário de BH, nessa segunda-feira (12). “Que nós possamos dar para as pessoas que vierem pra cá um ambiente seguro, para sair de uma condição perigosa e uma situação vulnerabilidade”, afirmou o prefeito.

De acordo com a PBH, o objetivo é possibilitar que as pessoas atendidas tenham o fortalecimento e a reconstrução de vínculos para retorno ao convívio familiar e comunitário, quando possível, ou a construção e alcance da autonomia.

“Sabemos que a população LGBT é vulnerável, principalmente aqueles mais pobres. Considerando esse cenário, essa é a resposta do município, um abrigo humanizado, uma unidade estatal”, disse a secretária de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Rosilene Rocha.

Durante o anúncio na Parada do Orgulho LGBT, a secretária ainda reforçou que a pasta se preocupa em fazer recortes de raça e gênero no momento de oferecer serviços de cidadania para a população.

“A gente sabe muito bem que a pobreza e a vulnerabilidade em BH têm raça e têm cor. São normalmente mulheres e mulheres trans, e os negros e as negras da cidade. Então, a gente está fazendo estudos de maneira que possamos aumentar cada vez mais a inclusão social, especialmente para esse público mais em vulnerabilidade”, declarou.

Como funcionará a casa de acolhimento LGBT+?

A Casa de Acolhimento LGBT+ de BH não funcionará como um serviço de “porta aberta”, quando o próprio usuário busca a ajuda.

De acordo com a PBH, as vagas disponíveis inicialmente serão preenchidas por meio do encaminhamento das equipes, em especial do Centro de Referência LGBT de Belo Horizonte, a partir de uma avaliação técnica que contemplará os riscos e vulnerabilidades apresentados em atendimento.

“Uma das prerrogativas do serviço é que a unidade tenha aspectos de uma residência com ambiente acolhedor e estrutura física adequada, buscando o desenvolvimento de relações mais próximas do ambiente familiar”, detalha a prefeitura.

O serviço ainda deve incentivar o acesso à cidade e serviços públicos como saúde, educação, lazer e cultura. O Instituto Darcy Ribeiro atuará em parceria com a administração municipal na gestão da casa de acolhimento.

Editado por: Pedro Rocha Franco

Sofia Leão

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.
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Sofia Leão

Email: sofia.leao@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.
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