Uma servidora da Receita Federal, suspeita de desviar atendimentos e documentos de contribuintes, foi alvo de dois mandados de busca e apreensão, cumpridos na manhã desta quinta-feira (25), em Belo Horizonte. As ações são parte de uma investigação da Polícia Federal. Segundo a PF, a mulher criava dificuldades no atendimento aos contribuintes, mesmo que eles fossem de fácil resolução. Depois disso, ela direcionava as pessoas para o marido, para “vender facilidades”.
Ainda segundo a PF, após procurarem o Centro de Atendimento de Contribuintes da Receita Federal, na região Centro-Sul de BH, para a resolução de problemas pessoais, alguns contribuintes relataram à polícia problemas com cartões de crédito.
As investigações mostraram que, quando os contribuintes procuravam a unidade, a servidora direcionava a resolução dos atendimentos para seu companheiro, que não era servidor público. As pessoas, então, eram orientadas por ele a entregar alguns documentos e, depois disso, começaram a relatar problemas em cartões de crédito e com a retenção de documentos.
Nesta quinta-feira (25), a PF, em cooperação com a Corregedoria da Receita Federal do Brasil, deflagrou a Operação Quitá. Foram cumpridos dois mandados judiciais de busca e apreensão em Belo Horizonte. O foco dos policiais eram registros e equipamentos que podem ajudar na apuração sobre como a dupla cometia os crimes. Foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e documentos.
A servidora da Receita Federal e o companheiro dela estão respondendo pelos crimes de violação de sigilo funcional e advocacia administrativa, que acontece quando um funcionário público defende interesses particulares, próprios ou de terceiros, usando do cargo que ocupa para isso, fugindo das atribuições que deveria cumprir na função.








