O síndico do prédio atingido pelo avião monomotor no bairro Silveira, região Nordeste de BH, falou à imprensa na manhã desta quinta-feira (5) e destacou que ainda não foi contatado pelo proprietário da aeronave. “Esperamos esse contato do proprietário, da empresa que operava o avião, para que possamos contornar essa situação juntos e fazer os reparos necessários”, relatou Fausto Torres. O avião caiu na tarde dessa segunda-feira (4) e atingiu o prédio localizado na rua Ilacir Pereira Lima, matando três pessoas e deixando dois feridos.
Segundo o síndico, todos os moradores foram para a casa de familiares ou amigos, e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) continua trabalhando no local para investigar as causas do acidente e retirar parte da fuselagem da aeronave que continua presa ao prédio. “Nossa expectativa é que, depois dessa perícia, seja liberada pelo menos uma parte do prédio”, afirmou.
Ainda conforme Fausto, a evacuação do prédio se deu, inicialmente, por causa do desconhecimento sobre a gravidade da emergência e dos riscos envolvidos. Após o controle da situação, o cenário ficou mais claro e os riscos, como o de incêndio, foram reduzidos. Em um segundo momento, foi feita a verificação da integridade estrutural do prédio. Segundo uma análise preliminar da Defesa Civil, não há indícios de comprometimento.
“Agora, aguardamos a perícia da aeronave, a remoção dos destroços e a conclusão dos trabalhos do Cenipa, que começaram ontem e foram retomados nesta terça”, concluiu.
Três pessoas morreram
O médico veterinário Fernando Moreira Souto, de 36 anos, o empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, e o piloto Wellington Oliveira Pereira, de 34 anos, morreram após o avião cair e atingir o prédio no bairro Silveira.
Arthur Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, e Emerson Cleiton Souza, de 52 anos, também estavam na aeronave. Os dois foram socorridos e seguem internados no HPS João XXIII. Conforme a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o quadro deles é considerado estável.
‘Mayday’
O avião particular veio de Teófilo Otoni com a capacidade máxima preenchida e fez uma parada no Aeroporto da Pampulha. A aeronave decolou às 12h16, com destino a São Paulo. A queda foi registrada minutos depois, às 12h21, na rua Ilacir Pereira Lima.
De acordo com a NAV Brasil, o piloto declarou emergência (MAYDAY) à Torre de Controle logo após a decolagem, relatando problemas para manter a subida. A aeronave perdeu altitude rapidamente, sobrevoou a região de forma instável e atingiu a caixa de escadas do prédio, entre o segundo e o terceiro andar, abrindo um buraco na estrutura.
Imagens mostram o momento da queda:










