A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) confirmaram um caso de superfungo de paciente que esteve internado no Hospital João 23, em Belo Horizonte. A emergência de contaminação por Candida Auris tem representado uma enorme preocupação no mundo todo devido à capacidade de resistência a medicamentos
De acordo com informações apuradas pelo BHAZ, o paciente é um homem, com idade ainda não revelada. Ele recebeu alta médica na última quinta-feira (26). Houve um “boato” de que era uma colombiana, mas trata-se de um brasileiro. Ele está bem, mas continua sendo monitorado pelas autoridades sanitárias.
O caso foi notificado ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância Sanitária (Cievs), que vai investigar a origem e as pessoas que tiveram contato com o paciente.
Outro caso está sendo investigado e monitorado pelos órgãos competentes do município de Belo Horizonte. O BHAZ procurou a a PBH.
Em nota, Secretaria Municipal de Saúde informa que foi notificada sobre o caso, que ainda está em investigação. Segundo a pasta, a Vigilância Sanitária do município já orientou ao hospital, que é de gestão da FHEMIG, que “sejam adotadas imediatamente as medidas oportunas e recomendadas para o controle da situação”. A Secretaria Municipal de Saúde acompanha o caso
De acordo com o João 23, foram seguidos os protocolos de segurança sanitária em ambiente hospitalar e a unidade “tomou todas as medidas de controle e manejo necessárias para proteção dos demais pacientes e profissionais da unidade”. As medidas incluem testes para detecção de novos casos e isolamento de casos suspeitos.
Os casos são assintomáticos e o fungo se manifesta na pele dos pacientes infectados, sendo fundamental a prevenção de contato com casos suspeitos.
Candida Auris
O organismo é chamado de superfungo pela resistência que possui a antibióticos e outras formas de tratamento. De acordo com a Anvisa, o fungo também permanece no ambiente por longos períodos, que podem chegar a meses, e resiste a diversos tipos de desinfetantes.
Por essas razões, casos de infecções pelo fungo trazem risco de surto e demandam monitoramento e medidas de prevenção e controle para impedir a disseminação em outros pacientes.
Conforme nota de alerta da agência, o Candida auris “pode causar infecção na corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades.”










