O secretário municipal de saúde de Belo Horizonte, Danilo Borges Matias, afirmou, nesta segunda-feira (25), que demandou doses da vacina de COVID-19 ao Ministério da Saúde. Desde semana passada, a capital mineira viu o estoque do imunizante acabar, sendo que está também, há três meses, sem a vacina contra a Varicela, conhecida popularmente como catapora.
Em razão da inauguração do Instituto de Oncologia Ciências Médicas de Minas Gerais (IONCM-MG), o mais novo hospital para o tratamento de câncer 100% SUS de BH, o chefe da pasta municipal se encontrou com o secretário do Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fábio Baccheretti, e com o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Aristides Oliveira.
De acordo com Danilo, as vacinas que são disponibilizadas pela pasta federal são redistribuídas pelo governo do estado. A Secretaria e Estado da Saúde (SES) foi comunicada sobre a falta, mas ainda não há previsão para o reabastecimento.
“Encontramos com o representante da ministra Nísia Trindade e voltamos a repactuar. Estamos com o estoque de COVID zerado, o que significa que conseguimos levar adiante o nosso esforço para vacinar a população. Porém, estamos precisando de mais doses para completar o esquema vacinal da nossa população”, explicou.
Apesar do crescimento de casos de COVID-19, o secretário de saúde municipal explicou que está acompanhando os casos e internações pela doença, e que a situação da capital mineira está ‘tranquila’.
Neste sábado (23), a Prefeitura de BH aplicou mais de 14 mil doses, durante o Dia da Mutivacinação, sendo ofertados imunizantes como a rotavírus, poliomielite, meningocócica ACWY, pneumocócica 10, hepatites A e B, HPV, febre amarela e gripe. A vacina contra a dengue também foi aplicada no público de 6 a 14 anos.
O BHAZ entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda um posicionamento.
Município ainda não ampliará faixa etária de Dengue
Em relação à vacinação contra a dengue, Danilo explicou que a secretária está aguardando o aumento da cobertura vacinal aquelas faixas etárias que já foram flexionadas. As doses do imunizante contra a dengue estão disponíveis na capital para o público de 6 a 14 anos. “Ao todo, 71% das pessoas já tomaram a primeira dose da vacina, mas somente 23% vieram para tomar a segunda dose”, explicou.
A intenção, segundo o secretário, é que a campanha da Multivacinação, que segue até o dia 29 de novembro, amplie ao máximo a adesão do público alvo, antes de abrir para novas faixas etárias.










