TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Comissão da Câmara aprova projeto que aumenta para R$ 144 mil limite de faturamento para MEI

31/08/2022 às 15h38
pessoa no computador
O Projeto de Lei Complementar aumenta para R$ 130 mil a receita bruta anual permitida para enquadramento como MEI (FOTO ILUSTRATIVA: Banco de imagens/Unsplash)

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira (31) o Projeto de Lei Complementar que aumenta para R$ 144 mil a receita bruta anual permitida para enquadramento como MEI (Microempreendedor Individual). Agora, a proposta seguirá para o Plenário da Câmara.

“No que toca a juridicidade, observa-se que a matéria das preposições em nenhum momento transgride os princípios gerais do direito que forma o sistema jurídico pátrio”, pontuou o Deputado Federal Darci de Matos (PSD-SC).

Já aprovada pelo Senado, a proposição altera o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, que hoje enquadra como MEI o empresário individual com receita bruta de até R$ 81 mil e permite a contratação de apenas um empregado. A proposta, de autoria do senador Jayme Campos (União Brasil), ainda autoriza o MEI a contratar até dois empregados.

Em caso de empresa recém-aberta, a proposta determina que o limite para enquadramento seja de R$ 10.833,33, multiplicados pelo número de meses entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário.

Como funciona o MEI?

O MEI é um modelo simplificado de empresa em que a pessoa jurídica trabalha por conta própria em atividades não regulamentadas por órgãos de classe. Geralmente, tratam-se de profissionais autônomos. Exemplos são artesão, barbeiro, redator, pintor, vendedor de roupas e eletricista, entre outros.

Ao se tornar MEI, o trabalhador autônomo é enquadrado no modelo de pagamento do Simples Nacional, ou seja, paga um valor fixo mensal e ganha o registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Com isso, a condição de trabalho passa a figurar na lei brasileira, com direitos e deveres similares aos de outros trabalhadores, mas no formato de prestação de serviços, em que o trabalhador passa a operar como uma empresa, mas na categoria micro (muito pequena).

Para ser reconhecido no INSS, o MEI deve estar em dia com as três obrigações que o Governo Federal exige. São elas:

  • Realizar a emissão e pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) todos os meses. Ela corresponde a cerca de 5% do salário mínimo, e em 2022, chega a R$ 60,60, com o ICMS estadual e contribuição ao INSS inclusos;
  • Fazer o controle mensal do seu faturamento, visto que, atualmente, um MEI não pode ganhar mais que R$ 81.000 no ano. Se isso acontecer, a empresa será considerada como micro empresa e os tributos cobrados serão maiores;
  • Declarar anualmente o faturamento da empresa junto à Receita Federal, através do preenchimento e envio da Declaração Anual do Simples Nacional – Microempreendedor Individual (DANS SIMEI).

Em resumo, todo MEI, para desfrutar do INSS, precisa se atentar a esses três deveres, não importa o trabalho ou o cliente com o qual lida. Além disso, há outros três deveres que o MEI deve cumprir, que são:

  • Emitir nota fiscal de venda de produtos ou prestação de serviços para os clientes ou empresas que os receberam, pois isso é considerado na hora da emissão da declaração DANS;
  • Registrar o funcionário no caso de possuir um trabalhador na empresa, já que, atualmente, o regime MEI permite a contratação de apenas uma pessoa e pagamento de até um salário mínimo.

Editado por: Roberth R Costa

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
InstagramLinkedIn

Larissa Reis

Email: [email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
InstagramLinkedIn

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ