O governo federal lançou o Desenrola Adimplentes com a promessa de taxas de juros baixos para quem não tem dívidas atrasadas. No entanto, o benefício vem com uma punição imediata: quem entrar no programa fica proibido de apostar em bets por seis meses.
O que é o Desenrola Adimplentes?
Diferente das versões anteriores, que focavam em salvar quem já estava inadimplente, esta modalidade mira quem mantém as contas em dia. O objetivo é reduzir o peso das prestações para evitar que o cidadão caia na inadimplência futura.
A estratégia consiste em trocar uma dívida cara por outra com custo menor. O governo destinou R$ 4 bilhões em despesas financeiras para viabilizar a adesão dos bancos.
Regras para trabalhadores informais
Trabalhadores sem carteira assinada podem renegociar dívidas de até R$ 15 mil com juros limitados a 1,99% ao mês. Para ter acesso, é obrigatório ter pago ao menos quatro parcelas em dia e não possuir atrasos superiores a 90 dias.
A nova prestação não pode ultrapassar 90% do valor da parcela original. Créditos consignados estão fora desta regra específica.
Condições para CLT e estudantes do Fies
Trabalhadores formais que utilizam crédito consignado também podem conseguir taxas de até 1,99% ao mês usando recursos do FGTS. É uma tentativa de aliviar a renda mensal do trabalhador CLT.
Já os graduados pelo Fies que desejam empreender têm acesso a juros de no máximo 11% ao ano. A regra exige que o estudante tenha se graduado há pelo menos 36 meses e nunca tenha renegociado a dívida anteriormente.
Como aderir e onde solicitar
O processo funciona através da contratação de um novo empréstimo para quitar a dívida antiga integralmente. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já confirmaram a participação no programa.
Quem tem dívidas em bancos que não aderiram ao programa pode tentar migrar o débito para as instituições participantes. No entanto, a operação depende da aprovação na análise de risco de crédito do banco.








